sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa
24.12.2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Directas e PSD...
Creio, no entanto, que o actual sistema sempre se revelou aquém do desejado, pelo facto de não se potenciar a participação plena de toda a militância no processo de decisão do futuro do partido, fundado numa discussão plena, aberta e de amplitude considerável.
Uma das grandes marcas políticas do PSD sempre foi o seu Congresso vivo, disputado, assumido.
Desse modo, não se entende o porquê de não se conjugar este e as directas, realizando o congresso nos moldes de sempre, com uma interrupção ao final do segundo dia para votações no Congresso e na totalidade das Secções do país.
Creio que se promoveria assim a participação de toda a militância no processo de discussão encetado em congresso e consequente decisão, não apenas da liderança como dos restantes órgãos a eleger.
Poder-se-ia até criar formas, via redes sociais e internet, de conferir algum tempo de antena aos militantes em sede de Congresso que em casa seguiam tal conclave.
Não seria esta uma forma de manter ambas as virtualidades do sistema?
Eu julgo, com humildade, que sim, sendo esta uma forma de se obter um partido de maior identidade com a sua militância.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Pedro Mota Soares
20.12.2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Luís Marques Mendes, Jantar de Natal do PSD Almada
15.12.2009
Rossio da Sé: Está dito e bem dito...
Há uns séculos a esta parte, "chorar" é tido como algo de aceitável para as mulheres, mas para os homens não...
Será um acto discrimiatório da Sociedade, socialmente aceite?
É claro que nós, homens, também choramos!
E senão vejamos, se "os olhos são o espelho da alma", então chorar deve ser entendido como o "limpar da alma"!
Se por algum motivo vires alguém chorar, pensa que puderá estar em vias de se sentir bem melhor, mais "limpo", mais "humano"...
José Alves
domingo, 13 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
13.12.2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Admirável...
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
Está dito e bem dito...
Paulo Baldaia, "Jornal de Notícias"
12.12.2009
Prémio Pessoa 2009
(...)
"A sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, do combate à exclusão e da intervenção social da Igreja".
Júri do Prémio Pessoa 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Um deputado como o senhor não deve existir em todos os parlamentos. Ainda bem para eles, ainda mal para nós. Há pessoas que adquirem na vida um estatuto de inimputabilidade e tenho de considerar que é inimputável e sendo assim não há mais nada a dizer."
Maria José Nogueira Pinto, Comissão Parlamentar de Saúde
09.12.2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Medina Carreira
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
[Os alunos] fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora. E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano [de escolaridade]. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução".
Medina Carreira, tertúlia 125 minutos
08.12.2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Boca...
Não simpatizo muito com esse senhor mas espero que possa ter razão!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Está dito e bem dito...
Pedro Passos Coelho, "Jornal de Notícias"
06.12.2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Está dito e bem dito...
Adriano Moreira, II Conferência Internacional do Funchal
07.11.2009
Está dito e bem dito...
Marcelo Rebelo de Sousa, Conferência “Portugal 2010” - Braga
06.11.2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Está dito e bem dito...
João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
06.11.2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Está dito e bem dito...
José Ribeiro e Castro
03.11.2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Está dito e bem dito...
João Miguel Tavares, "Diário de Notícias"
03.11.2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Padre Joaquim Carreira das Neves, "Expresso"
31.10.2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A Boca...
Não serão estes jogos de influência e pessoas que os patrocinam a base do descrédito que afecta tal partido há muitos anos?
Fica o apontamento...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
O escritor tem todo o direito às suas convicções. Graças aos 87 anos e prémio Nobel, também parece ter o direito de atacar as dos outros. Está isento dos requisitos de respeito e tolerância exigidos aos cidadãos civilizados. Aliás, segundo alguns, os católicos até deviam ficar agradecidos por serem insultados por tão supina entidade.
A reacção dele é: «O que me vale é que já não há fogueiras em São Domingos» (Expresso, 24/Outubro). E a nós, o que nos vale é que aqui não haja gulagues da URSS, purgas soviéticas, massacres estalinistas, maoistas e afins. Saramago teme acontecimentos com vários séculos, aberrantes na história da Igreja, repudiados pela generalidade dos cristãos e sempre empolados e recordados pelos ateus. Nós lembramos perseguições que só foram interrompidas na Europa há poucos anos e ainda perduram nos países comunistas; que fazem parte da estratégia própria da ditadura do proletariado e destruíram muitíssimo mais gente que os esparsos e morosos processos da Inquisição.
É bom lembrar ao grande autor que o agressor é ele. Insulta, é aclamado e depois ainda se queixa. Vivemos num mundo onde, no tema da religião, são os que atacam que acabam protegidos e beneficiados. Resta a consolação de, ao menos no longo prazo, estas atoardas acabarem por classificar quem as faz e não aquilo que atacam."
João César das Neves, "DESTAK"
29.10.2009
Humor...
Cinquenta bombeiros de seis corporações de Santarém, auxiliados por 20 velhinhas aos gritos com panos e enxadas, combateram um incêndio de num armazém de produtos chineses no Porto Alto.
O sinistro consumiu uma vasta área do armazém, para cima de dois mil metros quadrados, causando avultados prejuízos na ordem dos 2,99 euros, talvez 3 euros e 11 cêntimos.
A associação dos industriais de restauração chinesa já avisou que, devido ao incêndio, durante algumas semanas poderão faltar os pratos 3, 7, 11, 12, 25, 28, 31 e rebentos de soja nos crepes nos restaurantes da especialidade.
Inimigo Público
28.09.2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Grito de Jel (Homens da Luta) frente à barreira policial formada para impedir a sua passagem na Tomada de Posse do XVIII Governo Constitucional
26.10.2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Homens da Luta...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
João César das Neves, "Diário de Notícias"
26.10.2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Uma curiosidade para reflectir...
Fonte - Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC)
sábado, 24 de outubro de 2009
A incógnita da Defesa
Assistimos no final da tarde de quinta-feira ao anúncio daquele que será o XVIII Governo Constitucional.
De tudo o que pudemos constatar há dois factos relevantes que em nosso entender se destacam.
Em primeiro lugar, a clara e esperada manutenção do núcleo político do anterior Governo, onde as principais personalidades assumem um papel de enorme notoriedade política e operacional.
Neste ponto é ainda de realçar a consequente renovação das pastas controversas do anterior Governo por pessoas próximas do mesmo sem que se verifique uma aposta em individualidades de reconhecido mérito e generalizado consenso nacional.
Em segundo lugar, algo que se considera ter enorme ênfase, a submissão do factor político à componente determinante de políticas de Defesa, reflexo da manutenção do Ministro Augusto Santos Silva no executivo num Ministério que exigia outro cuidado e elevação.
Admite-se que seu peso e importância na estrutura política nuclear do Governo é um factor positivo considerando a época agitada que a classe militar vive e a desejada reorganização que urge operacionalizar.
No entanto, não deixa de ser revelador o quadro em questão não ter qualquer experiência e formação na área, o que coloca a nu o ónus da opção política ao invés da componente operacional e sectorial.
Assim, tal designação apenas se pode considerar uma incógnita, pela surpresa na área de nomeação, esperando que a sua práxis nas novas funções patenteie, na ausência de currículo comprovado, uma sensibilidade para o sector e determinação na superior missão de serviço às forças armadas e ao país.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
23.10.2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Constança Cunha e Sá
20.10.2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
19.10.2009
Uma curiosidade para reflectir...
sábado, 17 de outubro de 2009
Pela Vida...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Virgílio Costa (?), ao Expresso
15.10.2009
Está dito e bem dito...
Vasco Pulido Valente, Público
16.10.2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Penso, logo existo...
Sendo a vida, como Pedro Santana Lopes bem afirma, para "lutadores e não para desistentes" e revelando tal comportamento dos dirigentes locais do PS a qualidade, elevação e força do candidato Ricardo Rio, está, assim, dado o mote para a mudança tranquila que Braga antecipa, anseia e seguramente irá subscrever.
Os anos de vantagem na construção da alternativa/sucessão e a qualidade de trabalho executado na oposição serão naturalmente premiados, exigindo Braga, apenas, a manutenção da caminhada já em curso, a adopção de uma postura extrema humildade e a busca efectiva de uma proximidade pura às suas gentes.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Pedro Santana Lopes, Campanha Autárquica em Lisboa
08.10.2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
Fernando Seara, "Diário de Notícias"
04.10.2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Uma curiosidade para reflectir...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Está dito e bem dito...
João César das Neves, Destak
01.10.2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A Boca...
Não me ocorre outra altura em que algo similar tenha sucedido.
Pena ter sido pelo pior e não pelo melhor...
Uma pequena reflexão eleitoral
Estes dias, entre amigos, foi-me sugerido que o povo português não se engana no que concerne a actos eleitorais.
O sufrágio deste domingo é, em certa medida, prova disso, considerando o resultado de dois dígitos do CDS/PP, o facto do BE ter ficado bastante aquém do que certos indicadores denunciavam e a penalização dos dois maiores partidos do espectro político português.
Nos partidos de maior expressão é até interessante, pela leitura do veredicto eleitoral, a evidência do problema do PSD não decorrer da sua liderança, por Manuela Ferreira Leite, com um estilo, orientação e abordagem notoriamente distinto, ter, separado por uns insignificantes 0,4%, praticamente o mesmo resultado que Pedro Santana Lopes em 2005, o que deve ser alvo de aprofundada ponderação no seu seio.
Mas atendendo ao desinteresse à volta do PS e PSD, pelo desencanto que ambos revelaram representar, assume particular preponderância o peso dos partidos com menor representatividade na Assembleia da República.
Perante tal expressão, a pergunta que se coloca neste momento é se o CDS/PP, pelo resultado que obteve e para desilusão do seu eleitorado neste acto, pode, como já sucedeu no passado, coligar-se com o PS e em conjunto constituírem um Governo politicamente estável.
Para tal cenário e hipótese torna-se determinante a perda efectiva de relevo político do BE e CDU, por não possuírem, por si só e pela incapacidade de ambos colaborarem, força suficiente para, com um PS claramente mais fraco e fragilizado, conferir um cenário de maioria absoluta à esquerda.
Contudo, apesar percentualmente abaixo do atingido por estas nas eleições europeias deste ano, a esquerda extrema, da qual a CDU e o BE são parte integrante, teve ainda um resultado superior a 17%, o que deve ser motivo de reflexão geral.
As eleições deste domingo foram, assim, uma revelação de maturidade, pela penalização clara dos dois maiores partidos, tendo o PS tido o pior resultado desde 1991, o crescimento de um CDS aparentemente pragmático e a certeza do eleitorado não confiar num BE que se queria tornar determinante.
Espera-se, no entanto, que apesar este resultado fraccionado o bom senso impere, devendo o PS, com humildade, procurar em todos os restantes partidos o que de melhor e mais sensato possam oferecer, para o bem de Portugal e dos portugueses.
sábado, 26 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
João Pereira Coutinho, colunista, "Correio da Manhã"
26.09.2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
Vicente Jorge Silva, “Correio da Manhã”
19.09.2009
Está dito e bem dito...
No país do respeitinho, ela cresce ligada a um chefe político (Cavaco Silva) que lhe dá oportunidade, faz uma carreira parecida com a dele, mas não chega logo a primeiro-ministro como ele, é dedicada mas nunca de rasgos.
No país do videirinho, há uma espécie de pulsão para "fazer", "safar", "resolver", onde os fins mandam nos meios e onde "não importa se se faz de qualquer maneira".
Este também coexiste com uma máquina organizada de controlo da informação, com "milhares de pessoas a trabalhar para a encenação do Governo".
António Barreto, Público
20.09.2009
Está dito e bem dito...
Manifestação de Professores
19.09.2009
sábado, 12 de setembro de 2009
A Boca...

Apesar do tom, mensagem e espírito do cartaz apresentado tecnicamente/academicamente bem conseguidos, algo há que não pode ser deixado passar em claro.
Muito se falou, no passado, no símbolo do Partido Social Democrata e de uma suposta tentativa de o modificar, que mais não significava do que escolher um tom azul para o fundo do mesmo.
Esse período passou e, no entanto, tanto nas europeias como agora, conforme o cartaz que se mostra, os autores de tais críticas, agora na liderança do referido partido, promoveram alterações na sua marca sem que alguém o denuncie ou se insurja!
Nao deixa de ser estranho, pois não?
Fica o comentário...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
Medina Carreira, entrevista à revista Visão
10.09.2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Controvérsia vs Projecto
Neste período que antecede os próximos actos eleitorais, nacional e local, temos assistido a uma abordagem peculiar por parte das principais forças partidárias.
Num momento em que o país e o mundo atravessam, ainda, uma grave crise económica e financeira, seria de esperar uma postura política pela positiva, de esperança e crescimento, considerando a realidade actual já demasiadamente exigente para o cidadão.
No entanto, sem a preocupação elementar de cativar o eleitorado e fomentar uma real participação cívica, as formações partidárias com potencial de governo revelam apenas estar absorvidas numa estratégia exclusivamente concentrada em retirar votos ao seu oponente.
Ao invés de acedermos a um ou vários projectos que permitam ao país acreditar no futuro que vem, presenciamos constantemente ao surgimento de polémicas, casos, controvérsias que apenas desacreditam o cidadão e o afastam da vida pública.
Curioso todos esses acontecimentos mediáticos evidenciarem quem o seu autor e o seu destinatário, quando nos projectos políticos tudo parece tão indefinido e ininteligível.
Há, reconhece-se, circunstâncias graves que devem ser avaliadas e dirimidas, particularmente as que evidenciam actos de corrupção ou as que patenteiam restrição de todo e qualquer tipo de liberdades, mas não faria mais sentido deixar a justiça para a justiça, as empresas para as empresas e a política para a política?
Creio ser realmente essencial concentrar a práxis partidária no que é objectivamente necessário, a concepção de uma visão de futuro para o país, sendo que a manutenção da presente estratégia apenas denunciará o pobre estado da nossa democracia, sua notória falta de rumo e efectiva carência de quadros de valor.
Perante o exposto, e com os olhos colocados no local de chegada, resta-nos ambicionar que o futuro, se possível a curto prazo, nos traga algo diferente, capaz, superior…
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
Paulo Portas
03.09.2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Penso, logo existo...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Anton Tchékhov
escritor e dramaturgo russo
domingo, 30 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Pedro Santana Lopes, Universidade de Verão da JSD
29.08.2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Paulo Ferreira, "Jornal de Notícias"
29.08.2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
28.08.2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Manuela Ferreira Leite, Apresentação Programa PSD 2009/2013
27.08.2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Luís Marques Mendes, Universidade de Verão da JSD
26.08.2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Políticas e Pelouros
A pouco mais de um mês das eleições autárquicas deste ano, muito já se falou acerca listas apresentadas pelas diversas formações partidárias em Braga e os nomes que delas são parte integrante.
Sobre políticas, orientações, rumos, mensagens vagas foram passadas ao eleitorado que se esperam ver aprofundadas durante o período de campanha eleitoral, momento por excelência para essa clarificação.
No entanto, para além dessa visão de município que se aguarda contemplar uma estratégia planeada a médio/longo prazo, convém que os candidatos à presidência da Câmara esclareçam quem serão os responsáveis directos pela implementação das políticas sectoriais e seus curricula para as áreas em questão.
Pode ser prematuro, inconveniente até, lançar a questão da atribuição dos pelouros executivos, mas julgo ter todo o relevo para uma avaliação informada e consequente por parte do cidadão eleitor.
Áreas sensíveis como a Segurança e Protecção Civil, Urbanismo e Obras Públicas, Juventude, Desporto, Educação, Cultura, Ambiente, Acção Social, merecem esse esclarecimento cabal tendo em vista o superior juízo de quem elege.
Considerando os indicadores de opinião que denunciam uma votação muito próxima entre as duas principais forças políticas, é determinante que se conheçam todos os actores efectivos e não apenas a orientação política global e sectorial de cada um dos candidatos à liderança do executivo.
Por outro lado, considerando os referidos indícios de estudo, reveste-se de igual preponderância esclarecer qual a abertura de cada um dos pretendentes ao governo do órgão municipal para trabalhar com outras forças políticas no executivo.
Neste contexto, buscando o pleno esclarecimento para uma rigorosa tomada de decisão quanto à orientação de voto dos cidadãos, as candidaturas com menor representatividade devem também evidenciar qual a sua orientação política e consequente disponibilidade executiva no caso de serem eleitos.
Assim, com tal atitude de franqueza e boa fé, estarão os candidatos bracarenses a prestar um relevante serviço à democracia, fomentando a participação cívica informada e contribuindo para um salutar decréscimo da abstenção eleitoral.
Está dito e bem dito...
João Marques de Almeida, professor universitário, "Diário Económico"
24.08.2009
Está dito e bem dito...
Eduardo Dâmaso, "Correio da Manhã"
22.08.2008
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Está dito e bem dito...
Mário Crespo, "Jornal de Notícias"
17.08.2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
As Listas de Deputados
*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 09 de Agosto de 2009
A adopção de posturas sectárias e divisionistas nos partidos políticos não é um fenómeno novo, nem um património exclusivo das suas instâncias nacionais, sendo que por vezes se apresenta ténue ao olhar do eleitorado.
No entanto, em vésperas de dois combates eleitorais decisivos, o Partido Social Democrata foi, no seu último Conselho Nacional ocorrido esta semana, protagonista de um acontecimento bizarro de depuração às claras de uma pretensa oposição interna.
Numa conjuntura em que o maior partido da oposição deveria dar um sinal claro de unidade e pluralidade, Manuela Ferreira Leite apresentou de modo obstinado as suas escolhas para deputados que denunciam uma visível aversão aos que protagonizam uma sensibilidade diferente mas de categórico relevo para a organização e para o país.
Colocando de parte quadros de reconhecida valia e qualidade que disseram presente neste que é o momento adequado para tal, foi dado um claro contributo para, sem surpresas, se embaraçar uma força partidária pelo descabimento em que se cai.
O corrimento levado avante pela líder do Partido Social Democrata acabará por se revelar um erro político estratégico grave, irreparável até, pela ostracização e marginalização de quadros políticos de enorme carácter e notoriedade como Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, entre outros.
Mas a exclusão de sensibilidades diversas não foi, neste processo de feitura das listas para Deputados à Assembleia da República Nacional, algo que apenas perturbou o Partido Social Democrata.
Desde os Alegristas banidos das listas do Partido Socialista à tão falada Joana Amaral Dias, cobiçada por Sócrates, que o Bloco de Esquerda nem convidou para integrar o seu rol de candidatos, todos os partidos fizeram as suas purgas e exclusões.
Para o cidadão que avalia pelo prisma do eleitor, tais atitudes, transversais a todo o espectro português, apenas conferem descrédito à actividade política e fomentam uma cidadania avessa à democracia plural.
Contudo, para o bem de todos, neste que também é um ano de eleições autárquicas, espera-se que as estruturas locais não alinhem pelo mesmo tom e propiciem, naturalmente, a multiplicidade que caracteriza os partidos e a sociedade.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Fujam que ele vem para cá!
Uma decisão simbólica da renovação das listas foi a saída, da lista de Braga, de Virgílio Costa, deputado e líder da distrital, que teve uma má avaliação e recebeu o título de um dos deputados mais faltosos.
E foi Ferreira Leite a comunicar-lhe a decisão de exclusão.
Ao PÚBLICO, elogiou a forma "coerente e corajosa" como a líder do partido conduziu o processo das listas de deputados e desdramatizou a sua exclusão.
A sua idade e problemas de saúde levaram-no a concluir que "este é o momento" para se entregar "às tarefas políticas do distrito".
Está dito e bem dito...
José Gil, "Visão"
06.08.2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
As Listas...
No entanto, em véspera de dois combates eleitorais decisivos, revela-se um erro político grave a ostracização e marginalização de quadros políticos de enorme qualidade.
Num momento em que o PSD deveria dar um sinal claro de unidade e pluralidade, as escolhas obstinadas de Manuela Ferreira Leite denunciam sua aversão ao que protagoniza uma sensibilidade diferente mas útil ao partido e ao país.
Colocando de parte gente de grande valor e qualidade que disseram presente neste que é o momento adequado para tal vai, sem surpresas, tornar-se prejudicial ao partido pelo descabimento em que se cai.
Contudo, para o bem de todos, espera-se que as estruturas locais não alinhem pelo mesmo diapasão e propiciem, naturalmente, a multiplicidade que caracteriza o partido e a sociedade.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Arguidos de Primeira e de Segunda...
A inclusão de Helena Lopes da Costa e António Preto na lista de Deputados por Lisboa não é, naturalmente, compreensível pelo que se aguarda explicação...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Está dito e bem dito...
Paulo Portas, Grande Entrevista da RTP
30.07.2009
Está dito e bem dito...
Pedro Norton, "Visão"
30.07.2009
A Boca...
Que estranho...
Fica o comentário...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Penso, logo existo...
Sim, porque a imagem aparentemente cool do BE de Francisco Louçã e a cassete imensamente repetitiva do PCP de Jerónimo de Sousa não lhes retira a base ideológica destruidora e perigosa para a democracia!
Será necessário esta regressar ao poder para relembrar os portugueses e dela voltarem a fugir a sete pés?
Fica o alerta...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Está dito e bem dito...
Carlos Abreu Amorim, jurista, "Correio da Manhã"
27.07.2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Mau tempo em Braga...
Contudo, o cenário verificado não deixou de a todos surpreender, com ruas convertidas em lagos, todo o tipo de bens submersos e túneis completamente inundados.
Não se tendo vislumbrado no próprio dia qualquer actividade concertada de protecção civil, e sendo a realidade vivida na ocasião reflexo de uma falta de planificação e desleixo de quem se sabe, não deixa de ser singular a pronta intervenção da empresa municipal AGERE para limpeza dos referidos locais, algo que se prolongou por quarta-feira e se alongado pela noite fora.
No entanto, volvidos uns dias, assiste-se, com consequente perturbação do trânsito, a cortes de vias estruturantes por parte das autoridades policiais para operações da referida empresa de capitais maioritariamente públicos e participada pelos privados que toda a gente conhece, com o intuito de dar seguimento aos trabalhos decorrentes de tal intempérie.
Ao que se sabe, estas acções irão continuar na próxima semana, com evidentes prejuízos para todos, encontrando-se os funcionários da AGERE a proceder agora à limpeza dos colectores de águas pluviais e, surpreendentemente, de saneamento também, algo que até a mim, um leigo na matéria, me provocou uma certa estranheza.
Averiguando junto dos referidos técnicos, foi-me dada a informação que as condutas mencionadas, ambas, se encontram altamente congestionadas por, pasmem-se, terem no seu interior uma quantidade infindável de entulho proveniente das obras do túnel da Avenida da Liberdade, motivo que, na óptica dos mesmos, levou a tamanho alagamento verificado terça-feira.
Assim, apesar das chatices e transtornos provocados pela chuvinha desta semana, parece-me inovador a empresa Britalar ter utilizado este conceito inovador de escoamento de entulho, altamente benéfico para o decréscimo de poluição visual e custos inerentes da obra, o que merece um cabal reconhecimento nosso, ou não fosse esta uma entidade com pública certificação de qualidade!
Mas eu diria mais!
Chato foi ter chovido tanto e tão cedo, não foi?
Tchhh! Apanhado de novo a falar de mais... Despedimento por justa causa, JÁ!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Penso, logo existo...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Compromisso Portugal "chumba" governo de José Sócrates
No avaliação que fazem dos últimos quatro anos de governação socialista, os três lideres do projecto (António Carrapatoso, Joaquim Goês e Rui Ramos) "chumbam" o Governo de José Sócrates, considerando que este, "apesar do seu ímpeto reformista inicial", não terá feito "muito melhor" que os antecessores.
"É improvável que este Governo tenha deixado na História do país uma marca à altura da situação preocupante em que vivemos. Dificilmente se poderá dizer que o país está agora em melhores condições de vencer os desafios futuros do que estava no início de 2005", consideram.
Na última avaliação à acção governativa deste projecto, realizado com base nas próprias metas anunciadas pelo Governo, o Compromisso Portugal sublinha que "esses objectivos não teriam sido atingidos mesmo sem a crise internacional do último trimestre [de 2008] (...) tendo em conta a evolução e tendência até 2008".
Os responsáveis destacam que "o aspecto mais inquietante da actuação deste Governo" é o alargamento da actuação do Estado "com um estilo de intervenção demasiado intrometido e musculado", que terá levado a um agravamento da "promiscuidade entre política e negócios".
"O Governo deixou a impressão de que nem sempre terá sabido resistir à tentação de tirar partido dos activos do Estado (empresas em que participa) para intervir na área empresarial. (...) Com a sua indisponibilidade em separar o Estado dos negócios, o Governo manteve a tradicional promiscuidade entre agentes políticos e agentes económicos", afirmam.
Os responsáveis vão mais longe, considerando mesmo que "uma grande parte dos empresários e gestores de grandes empresas encontram-se condicionados pelo poder político" levando a que estes, por um lado, tentem "aproximar-se do poder para recolher benefícios e protecção" e, por outro lado, sintam a "necessidade de ter o seu aval para qualquer decisão mais significativa".
Para o Compromisso Portugal, o Governo "falhou" ainda no relançamento sustentado e estrutural da economia e da sua competitividade (independentemente da crise internacional), na reforma e modernização da administração pública, na reforma da justiça, na melhoria da qualidade ambiental, sustentabilidade e coesão territorial.
Em declarações à Lusa, Rui Ramos, professor universitário e um dos três responsáveis do Compromisso Portugal, considerou que "o Governo falhou ao não conseguir explicar e descrever qual a visão que tinha para o país" e "falhou uma segunda vez ao confundir em termos das reformas, a profundidade e o impacto das reformas, com o conflito que as reformas iam suscitar".
"A partir de determinada altura o conflito pareceu que era a credencial principal do Governo para dizer que era reformista. (...) O conflito alimentou perversamente uma auto-imagem do governo como um governo reformista que poderia talvez ter sido alcançado de uma outra maneira e com efeitos muito maiores", afirmou Rui Ramos.
O responsável do Compromisso Portugal, que divulgou hoje uma avaliação dos últimos quatros anos de governação socialista, disse ainda que "no fim de 2008 o Governo continuou a subestimar os efeitos em Portugal da crise financeira e sobretudo a dimensão económica que essa crise iria adquirir". "O que a crise internacional veio fazer foi revelar as nossas fragilidades domésticas. Trouxe dificuldades de fora, mas essas tornaram-se maiores em Portugal por causa das dificuldades internas que já temos e foi ao subestimar essas dificuldades internas que o Governo também subestimou os efeitos que em Portugal iria ter a crise económica internacional", explicou.
Rui Ramos disse que o Compromisso Portugal concluiu "por um lado, [que] é verdade que este Governo, mais até do que governos anteriores, fez um esforço para cumprir o seu programa e teve até vontade para mudar muitas coisas, mas que a sua obra ficou aquém do que prometera e do que o país precisava".
in Público online
Está dito e bem dito...
A mudança não tem nada de mal, se for na direcção certa!
Sir Winston Churchill
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Braga e os Média...

O peso mediático de Braga é tanto que, afinal, conforme documenta a reportagem da RTP, o INL foi inaugurado em Guimarães!
Por esse facto felicitam-se os governantes desta nossa ilha...
No entanto, é de se salientar Braga ser motivo de notícia frequentemente, não apenas por casos dúbios de relações entre autarquia e certas entidades ou pessoas, mas também por circunstâncias, agora usuais, de derrocadas de prédios, incêndios em habitações e intervenções de protecção civil de eficácia questionável.
A falta de planificação, execução e eficácia leva a que se critique o Vereador do pelouro, pela tutela política delegada, mas alguém sabe quem é o responsável operacional de protecção civil do concelho?
Fica uma dica: não foi nomeado Comandante Operacional Municipal de Protecção Civil quem por inerência legal e competência técnica deveria ter sido...
Ups, falei em demasia... Mais dois processos disciplinares!
Está dito e bem dito...
António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
20.07.2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Está dito e bem dito...
Pedro Camacho, "Visão"
16.07.2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A questão local...
Para as eleições autárquicas deste ano há duas e só duas hipóteses de governo do município viáveis, logo existem dois e apenas dois sentidos de voto possíveis.
Para quem deseja que tudo fique como está, preservando uma realidade com 33 anos de Mesquita Machado na presidência da autarquia, pode optar por qualquer uma das candidaturas existentes, ou outras que possam surgir, excepto a da coligação Juntos Por Braga.
Para quem efectivamente quer ser parte integrante de uma mudança de orientação e de políticas, num propósito de renovação de rostos e mentalidades, tem apenas uma atitude a tomar: não se abster e votar Ricardo Rio.
Será certamente importante uma representatividade plural nos diversos orgãos autárquicos, que naturalmente se obterá, mas o claro objectivo de mudança apenas será conseguido, por muito que se torne custoso para alguns, apostando na única alternativa digna desse nome.
Agora, perante o exposto, aguardam-se as usuais represálias...
terça-feira, 14 de julho de 2009
Pela Nossa Terra…
A região natural portuguesa do Minho, composta pelos distritos de Braga e Viana do Castelo, foi instituída por reforma administrativa em 1936, nunca tendo tido qualquer atribuição prática, desaparecendo efectivamente do vocabulário administrativo com a entrada em vigor da Constituição de 1976.
Repartidos por 24 concelhos, os eleitores do Minho representam uma percentagem superior a dez por cento do total nacional, num valor que ultrapassa o milhão, evidenciando constantemente, em particular no distrito de Braga, com perto de 800.000 inscritos, um índice de participação política e cívica mais elevado, conforme demonstra a percentagem de abstenção em actos eleitorais continuadamente inferior à média nacional.
Considerando a sua comunidade mais rural e população de maior pendor religioso, esta província tem demonstrado, como claramente comprovam os dois referendos sobre a interrupção voluntária da gravidez efectuados em Portugal, uma superior expressão de voto conservador, apresentando em todas as eleições partidárias uma votação tendencialmente melhor nos partidos de direita do espectro político quando comparada com o todo nacional.
Atendendo à sua preponderância, relevante em qualquer sufrágio, à afectação considerável da crise económica actual, que propicia uma disposição para penalizar quem se encontra no Governo, e à tendência do votante local, mais rural e conservador, para procurar através do voto, independentemente do acto eleitoral que se realiza, uma relação de maior proximidade com quem poderá ser seu porta-voz e embaixador, obtém-se suporte para as recentes estratégias partidárias de efectivo compromisso com o Minho levadas a cabo por formações partidárias de direita da cena política portuguesa.
Destacam-se, no que à região se refere nesta distinta abordagem eleitoral, a candidatura à Assembleia da República de Manuel Monteiro, que se designa como o Deputado do Minho, apesar desta apenas se circunscrever ao distrito de Braga, e a recente campanha, com consequente eleição, do Eurodeputado José Manuel Fernandes pelo Partido Social Democrata, que tomará posse no dia 14 de Julho.
Considerando o carácter regional da eleição à Assembleia da Republica, que não retira o pendor estratégico à candidatura do movimento Missão Minho para a eleição de um Deputado pelo círculo eleitoral do distrito de Braga, não deixa de ser particularmente significativo, pela evidência de relevo da região, que o maior partido da oposição, o Partido Social Democrata, no decurso da recente campanha para as Eleições Europeias em Portugal, comummente com uma estratégia de âmbito nacional, tenha promovido uma abordagem paralela local com o claro intuito de alcançar o único resultado que servia os seus interesses estratégicos, a vitória, nunca antes obtida em actos eleitorais para o Parlamento Europeu.
Possuindo no anterior mandato apenas sete Eurodeputados e com o firme propósito de um aumento de expressividade, este partido designou José Manuel Fernandes, presidente de uma autarquia de média dimensão do Baixo Minho – Vila Verde – não recandidato às eleições autárquicas de Outubro próximo, o oitavo lugar da sua lista e com base neste militante de relevo executou uma campanha de âmbito local, em si centralizada, com vista a alcançar na região, de capital e volume eleitoral considerável, um aumento substancial na votação.
Com uma orientação de centro-direita, é particularmente interessante este partido ter adoptado no Minho uma estratégia específica análoga à nacional, consolidada num candidato local, próximo das pessoas, algo que apenas tem paralelo nas duas regiões autónomas portuguesas, os arquipélagos da Madeira e dos Açores, que, pela sua insularidade e autonomia, efectivamente justificam tal abordagem.
Os dados da votação deste sufrágio comunitário confirmaram a sua preponderância no todo nacional, revelando-se, numa primária avaliação, determinante para a eleição de pelo menos três Eurodeputados, decorrente do amplo crescimento de algumas forças políticas no escrutínio e região em concreto, tendo o Partido Social Democrata, ao contrário do sucedido em 2004, votação suficiente para a eleição de um Eurodeputado, o que patenteia a utilidade da aposta implementada.
Assim, considerando a estratégia europeia desenvolvida pelo Partido Social Democrata no Minho que, pelo crescimento considerável e eleição de José Manuel Fernandes, se revelou acertada, aguarda-se, neste caso concreto e noutros semelhantes, que a escolha conferida pelo eleitorado minhoto evidencie o primeiro passo de um efectivo compromisso de proximidade e representatividade da região, que não se reduza apenas ao acto eleitoral em si mas a um mandato que se exige ser superiormente cumprido.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Portugal tem a sexta taxa de desemprego mais elevada da OCDE
A taxa de desemprego subiu para 8,3 por cento na zona da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) em Maio, contra os oito por cento no mês anterior, segundo os dados hoje divulgados.
Na Zona Euro, a taxa de desemprego era de 9,5 por cento em Maio e na União Europeia 8,9 por cento.
* OCDE - Dados de Maio
Está dito e bem dito...
Sarsfield Cabral, "Público"
13.07.2009
sábado, 11 de julho de 2009
Está dito e bem dito...
Emídio Rangel, "Correio da Manhã"
11.07.2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Provedor
Apesar deste escrutínio maciço, com 198 votos a favor em 217 votantes, não fica esquecido todo o enredo político passado.
No entanto, apenas um sufrágio claro e inequívoco poderia contribuir para que esta trama fosse claramente ultrapassada, pelo que se felicita a sensatez.
Afinal o Bloco de Esquerda também tem destas coisas...
No dia seguinte à demissão do responsável pela pasta da economia, depois de ter aplaudido a sua saída do Governo, teve um elemento da sua direcção, António Chora, a brindar ao ex-Ministro no seu jantar de despedida.
Este membro da Comissão Política do Bloco explica: «Fui como membro da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, como membro da comissão política do BE não teria ido».
Curiosamente a direcção do BE, perante tal embraço, reagiu com cautela, demarcando-se de Chora, mas evitando criticá-lo. Os comentários de vários dirigentes variaram de «não comento esse assunto» (João Semedo) e «não falo sobre isso» (Miguel Portas) a «essa é uma questão pessoal» (Pedro Soares).
Perante a suposta pureza desta formação patidária e sua impunidade junto dos orgãos de comunicação social, este caso revela-se um acontecimento a registar, particularmente pela mediatização de que foi alvo.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Penso, logo existo...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Está dito e bem dito...
António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
06.07.2009
domingo, 5 de julho de 2009
Democracia, Mediatização e Provedor
Um facto com o qual temos que lidar no presente momento é a efectividade da tecnologia da informação, nas suas mais diversas vertentes, nos planos de acção/actuação política.
Esta realidade veio alterar por completo a acção e interacção política/sociedade, sendo algo mais efectivo e imediato, que não necessariamente mais fácil, compreensível e eficaz.
No plano da comunicação política, a televisão, a internet, tornaram-se hoje um verdadeiro espaço público, sem fronteiras, perante o qual os aparelhos partidários deverão adequar sua mensagem e propósito.
Diante a inevitabilidade de uma constante informação pelas vias mencionadas, e outras que assumem o seu devido relevo, como jornais e rádios de informação, e com a quantidade de factos políticos que vão sucedendo na cena política, a tentação de aproveitamento deste tipo de espaços para a capitalização eleitoral e de notoriedade é, de facto, inevitável.
Por outro lado, a informação, peça chave do exercício cívico e participação, dá sustento à acção política e propostas nela contidas, sendo que quanto mais informado o cidadão está, maior será a sua capacidade e, espera-se, tendência para o contributo cívico e social.
Na realidade política portuguesa têm sido marca dominante os factos políticos que se inserem no jogo partidário quotidiano, dos quais destaco a polémica relativa à ainda não eleição do novo Provedor de Justiça, e consequente informação/desinformação vinculada pelos diferentes agentes políticos com o intuito de capitalização partidária e eleitoral num ano farto de actos eleitorais.
O Provedor de Justiça é uma figura constitucional de mediação entre as instituições governamentais de justiça e o cidadão, com intuito de assegurar a cada indivíduo a certeza de poder viver em condições de liberdade e de segurança, na medida em que, com total independência, censura e controla os erros, excessos e abusos dos poderes constituídos.
A nomeação desse alto cargo de estado deve ser sufragada por uma maioria qualificada de dois terços na Assembleia da República Portuguesa, o que, perante o panorama representativo actual, exige um acordo entre os dois maiores partidos do espectro político português, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata.
Relativamente a este caso em concreto, foi-se assistindo a uma luta de interesses meramente partidários entre os dois maiores partidos portugueses, que se vem arrastando há alguns meses, sem o propósito simples de resolução do problema, transparecendo, na sua essência, uma busca de serviço às suas clientelas numa óptica de ocupação de um cargo de relevo na esfera de poder.
A inconsequência dessa designação, fomentada por esses mesmos agentes de poder, leva a um jogo de mediatização de factos, grande parte deles sem relevo para a solução do problema, em que os partidos, ou candidatos, apenas inundam a opinião pública com um sem número de episódios e nomes com o propósito de criar a sensação no eleitorado que essa inacção política se deve a agentes que não os do partido em questão, mas do outro elemento com responsabilidades na concertação da solução.
O facto, inegável, é que o problema vem persistindo, não tendo sido possível, em grande parte destes últimos meses, detectar nesses mesmos agentes políticos vontade clara de consenso, apenas se denotando, sem qualquer interesse pelo cabal esclarecimento da situação em questão e sua oportunidade, que o jogo mediático é o mais relevante com vista a uma maior capitalização eleitoral e de notoriedade.
Mas, considerando os agentes envolvidos e as recentes declarações de um candidato ao cargo, o Professor Jorge Miranda, proposto pelo PS, e consequente retirada da sua candidatura, demonstra claramente o espírito de vínculo partidário da candidatura em questão, propósito meramente estratégico e de instrumentalização, o que, apesar do crédito desta personalidade na sociedade, não lhe conferia, como é evidenciado pelas declarações do próprio, as singularidades necessárias para o exercício das funções de Provedor de Justiça e consequente garante de isenção, determinante para o exercício do cargo.
Assim, perante mais este episódio, é de louvar a retirada da candidatura em questão, pelos pressupostos que entretanto se revelaram, sendo um imperativo encarar a possibilidade de, construtivamente, colocando definitivamente de parte circunstâncias de pouco relevo social e político, se fazer da actuação política algo mais do que um espectáculo sem essência, buscando, os partidos políticos, uma solução que cumpra os verdadeiros propósitos das funções em questão, seus princípios de isenção, imparcialidade e seriedade.
Nesse sentido, considera-se sensata a apresentação do conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Contas, Alfredo José de Sousa, como possível sucessor de Nascimento Rodrigues e novo Provedor de Justiça, sob proposta do PS e PSD, pela, apesar de tardia, consciência de imperativo nacional na figura do Provedor, que, finalmente, se apresenta de pertinente resolução.
Sendo censurável a falta de diligência demonstrada na resolução desta questão relevante de mediação e o jogo partidário repreensível que foi acompanhando tal indefinição, onde todos os agentes devem assumir a sua dose de responsabilidade, é de se evidenciar a indicação da personalidade em questão, pela isenção, prestígio, sentido de serviço à República e interesse público revelados continuadamente.
Pelo seu percurso, credibilidade e conduta, crê-se ser exequível a obtenção de uma votação clara no momento da sua eleição, pelo que se considera sensata a obtenção de um consenso amplo, extensível aos restantes partidos políticos com assento na Assembleia da República.
A indefinição deste processo e sua solução tardia esperam, agora, pela cabal solução apresentada, uma postura política responsável, não assente em opções políticas tomadas pelo efeito eleitoral e de capitalização que poderá ter na sociedade mas de pertinência social e institucional que declaradamente ostenta.









