sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Esperança de que no futuro Portugal será um país menos injusto".

Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa
24.12.2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Directas e PSD...

Desde a génese da sua discussão que me considero um defensor convicto das directas.

Creio, no entanto, que o actual sistema sempre se revelou aquém do desejado, pelo facto de não se potenciar a participação plena de toda a militância no processo de decisão do futuro do partido, fundado numa discussão plena, aberta e de amplitude considerável.

Uma das grandes marcas políticas do PSD sempre foi o seu Congresso vivo, disputado, assumido.

Desse modo, não se entende o porquê de não se conjugar este e as directas, realizando o congresso nos moldes de sempre, com uma interrupção ao final do segundo dia para votações no Congresso e na totalidade das Secções do país.

Creio que se promoveria assim a participação de toda a militância no processo de discussão encetado em congresso e consequente decisão, não apenas da liderança como dos restantes órgãos a eleger.

Poder-se-ia até criar formas, via redes sociais e internet, de conferir algum tempo de antena aos militantes em sede de Congresso que em casa seguiam tal conclave.

Não seria esta uma forma de manter ambas as virtualidades do sistema?

Eu julgo, com humildade, que sim, sendo esta uma forma de se obter um partido de maior identidade com a sua militância.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

“O Governo devia era tomar medidas contra a crise e não criar uma crise artificial. Além do mais é importante que as pessoas saibam que a única proposta do Governo que está na Assembleia da República é sobre o casamento das pessoas do mesmo sexo”.

Pedro Mota Soares
20.12.2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"O Governo tem feito muito barulho e pouco trabalho"

Luís Marques Mendes, Jantar de Natal do PSD Almada
15.12.2009

Rossio da Sé: Está dito e bem dito...

" O choro, conceito socialmente aceite por todos, mas não consentido a todos...!"

Há uns séculos a esta parte, "chorar" é tido como algo de aceitável para as mulheres, mas para os homens não...
Será um acto discrimiatório da Sociedade, socialmente aceite?
É claro que nós, homens, também choramos!
E senão vejamos, se "os olhos são o espelho da alma", então chorar deve ser entendido como o "limpar da alma"!
Se por algum motivo vires alguém chorar, pensa que puderá estar em vias de se sentir bem melhor, mais "limpo", mais "humano"...
José Alves

domingo, 13 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Ao persistir na lamúria contra a oposição e ao tentar arrastar pateticamente o Presidente da República para o ringue, o PS confessa que só existe um tipo de poder que se ajusta aos portugueses: o poder absoluto, sem espaço para 'diálogo', 'vigilância' ou 'negociação'".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
13.12.2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Admirável...

"Um povo que teria um milhão de habitantes no princípio do século XVI, com cem mil homens disponíveis, que vai deste canto da Europa até à quarta parte nova - o Brasil, depois a Ásia -, é uma coisa tão desmesurada que fica sempre o sentimento de que somos gente especial. Por que nos calhou a nós? A argumentação geográfica - estamos numa ponta da Europa - não esvazia o sentimento de que há uma desmesura que nos explica."

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto

Está dito e bem dito...

"Sem orçamento, sem PS disponível para governar, não parece ser possível juntar a Esquerda e a Direita para um governo de salvação nacional. As eleições antecipadas já em 2010 são apenas um cenário, mas o cenário parece cada vez mais real."

Paulo Baldaia, "Jornal de Notícias"
12.12.2009

Prémio Pessoa 2009

"em tempos difíceis como os que vivemos, D. Manuel Clemente" apresenta-se como "uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo"

(...)

"A sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, do combate à exclusão e da intervenção social da Igreja".

Júri do Prémio Pessoa 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Nunca tinha visto um palhaço permanente numa Comissão Parlamentar. Mas acho que o devem ter eleito para nos animar. É uma espécie de música de fundo.

Um deputado como o senhor não deve existir em todos os parlamentos. Ainda bem para eles, ainda mal para nós. Há pessoas que adquirem na vida um estatuto de inimputabilidade e tenho de considerar que é inimputável e sendo assim não há mais nada a dizer."

Maria José Nogueira Pinto, Comissão Parlamentar de Saúde
09.12.2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."

Medina Carreira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

“[O programa] Novas Oportunidades é uma trafulhice de A a Z, é uma aldrabice. Eles [os alunos] não sabem nada, nada.

[Os alunos] fazem um papel, entregam ao professor e vão-se embora. E ao fim do ano, entregam-lhe um papel a dizer que têm o nono ano [de escolaridade]. Isto é tudo uma mentira, enquanto formos governados por mentirosos e incompetentes este país não tem solução".

Medina Carreira, tertúlia 125 minutos
08.12.2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Boca...

Mário Soares disse há dias que José Sócrates podia fartar-se e ir-se embora...

Não simpatizo muito com esse senhor mas espero que possa ter razão!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Chegou a altura de o PSD se emancipar dos velhos do Restelo".

Pedro Passos Coelho, "Jornal de Notícias"
06.12.2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Já é possível na actualidade que uma maioria seja eleita por uma minoria".

Adriano Moreira, II Conferência Internacional do Funchal
07.11.2009

Está dito e bem dito...

“Para o Governo, o desgaste de um processo como este (Face Oculta) é maior do que no caso Freeport”.

Marcelo Rebelo de Sousa, Conferência “Portugal 2010” - Braga
06.11.2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Está dito e bem dito...

"A 'discussão' do programa [de Governo] não foi uma 'discussão'; foi um número de teatro a que todos deram o seu calculado contributo. Só com o tempo, e a crise, e a necessidade de negociação dura, as máscaras de hoje vão cair uma a uma".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
06.11.2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Sou contra [a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo] e penso que é uma questão que não tem prioridade política, mas participarei nesse debate e penso que não é possível ao Governo e ao PS avançarem para uma alteração jurídica sem ouvir os portugueses".

José Ribeiro e Castro
03.11.2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Não há máfia em Portugal porque não é preciso ameaçar gente com uma pistola. Basta abanar umas notas".

João Miguel Tavares, "Diário de Notícias"
03.11.2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"José Saramago pode ficar totalmente em paz porque só é herege quem é crente".

Padre Joaquim Carreira das Neves, "Expresso"
31.10.2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Boca...

No PSD os mesmos de sempre, que hoje se encontram no poder, voltam a tentar condicionar o seu futuro.

Não serão estes jogos de influência e pessoas que os patrocinam a base do descrédito que afecta tal partido há muitos anos?

Fica o apontamento...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"José Saramago volta a atacar grosseiramente a fé cristã. Se alguém lesse os livros dele como ele lê a Bíblia também não perceberia nada. Isto não é propriamente novidade, pois há muito se mostra perturbado pelo tema.

O escritor tem todo o direito às suas convicções. Graças aos 87 anos e prémio Nobel, também parece ter o direito de atacar as dos outros. Está isento dos requisitos de respeito e tolerância exigidos aos cidadãos civilizados. Aliás, segundo alguns, os católicos até deviam ficar agradecidos por serem insultados por tão supina entidade.

A reacção dele é: «O que me vale é que já não há fogueiras em São Domingos» (Expresso, 24/Outubro). E a nós, o que nos vale é que aqui não haja gulagues da URSS, purgas soviéticas, massacres estalinistas, maoistas e afins. Saramago teme acontecimentos com vários séculos, aberrantes na história da Igreja, repudiados pela generalidade dos cristãos e sempre empolados e recordados pelos ateus. Nós lembramos perseguições que só foram interrompidas na Europa há poucos anos e ainda perduram nos países comunistas; que fazem parte da estratégia própria da ditadura do proletariado e destruíram muitíssimo mais gente que os esparsos e morosos processos da Inquisição.

É bom lembrar ao grande autor que o agressor é ele. Insulta, é aclamado e depois ainda se queixa. Vivemos num mundo onde, no tema da religião, são os que atacam que acabam protegidos e beneficiados. Resta a consolação de, ao menos no longo prazo, estas atoardas acabarem por classificar quem as faz e não aquilo que atacam."

João César das Neves, "DESTAK"
29.10.2009

Humor...

Incêndio em armazém chinês consumiu 2200 m2 e 2,99 euros em produtos.

Cinquenta bombeiros de seis corporações de Santarém, auxiliados por 20 velhinhas aos gritos com panos e enxadas, combateram um incêndio de num armazém de produtos chineses no Porto Alto.

O sinistro consumiu uma vasta área do armazém, para cima de dois mil metros quadrados, causando avultados prejuízos na ordem dos 2,99 euros, talvez 3 euros e 11 cêntimos.

A associação dos industriais de restauração chinesa já avisou que, devido ao incêndio, durante algumas semanas poderão faltar os pratos 3, 7, 11, 12, 25, 28, 31 e rebentos de soja nos crepes nos restaurantes da especialidade.

Inimigo Público
28.09.2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"Estamos contentes com este Governo. É o melhor que pode haver para as lutas".

Grito de Jel (Homens da Luta) frente à barreira policial formada para impedir a sua passagem na Tomada de Posse do XVIII Governo Constitucional

26.10.2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Homens da Luta...



Homens da Luta
na tomada de posse do XVIII Governo Constitucional.

Apesar dos excessos cometidos, a determinação e persistência com que encaram a sua arte devem ser um exemplo de atitude quotidiana...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"Os portugueses são actualmente uma raça em vias de extinção".

João César das Neves, "Diário de Notícias"
26.10.2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Uma curiosidade para reflectir...

As mortes por gripe A no Hemisfério Sul, onde terminou o Inverno, não foram superiores à média anual verificada com a gripe sazonal.

Fonte - Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC)

sábado, 24 de outubro de 2009

A incógnita da Defesa

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 24 de Outubro de 2009

Assistimos no final da tarde de quinta-feira ao anúncio daquele que será o XVIII Governo Constitucional.

De tudo o que pudemos constatar há dois factos relevantes que em nosso entender se destacam.

Em primeiro lugar, a clara e esperada manutenção do núcleo político do anterior Governo, onde as principais personalidades assumem um papel de enorme notoriedade política e operacional.

Neste ponto é ainda de realçar a consequente renovação das pastas controversas do anterior Governo por pessoas próximas do mesmo sem que se verifique uma aposta em individualidades de reconhecido mérito e generalizado consenso nacional.

Em segundo lugar, algo que se considera ter enorme ênfase, a submissão do factor político à componente determinante de políticas de Defesa, reflexo da manutenção do Ministro Augusto Santos Silva no executivo num Ministério que exigia outro cuidado e elevação.

Admite-se que seu peso e importância na estrutura política nuclear do Governo é um factor positivo considerando a época agitada que a classe militar vive e a desejada reorganização que urge operacionalizar.

No entanto, não deixa de ser revelador o quadro em questão não ter qualquer experiência e formação na área, o que coloca a nu o ónus da opção política ao invés da componente operacional e sectorial.

Assim, tal designação apenas se pode considerar uma incógnita, pela surpresa na área de nomeação, esperando que a sua práxis nas novas funções patenteie, na ausência de currículo comprovado, uma sensibilidade para o sector e determinação na superior missão de serviço às forças armadas e ao país.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"O governo é novo e também não é governo. É um 'bunker' onde o primeiro-ministro reúne com os seus generais, preparando-se para uma guerra que ele não pode causar nem perder".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
23.10.2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"As diatribes de Saramago são como o vídeo de Maitê Proença: um hino vivo à ignorância."

Constança Cunha e Sá
20.10.2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"É espantoso como a propaganda oficial e oficiosa conseguiu, depois das duas campanhas eleitorais, atirar para debaixo do tapete a gravíssima crise que está a atirar este sítio para as caudas da União Europeia e da OCDE".

António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
19.10.2009

Uma curiosidade para reflectir...

Segundo um estudo da Comissão Europeia, a frota pesqueira reduziu-se 20 por cento numa década, detendo Portugal menos de seis por cento da capacidade de carga da UE.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pela Vida...



Marcha pela vida, contra um diploma legal pró-aborto, juntou um milhão de pessoas em Madrid

"Transformar o aborto num direito, permitir que os menores abortem sem consentimento, e isso ultrapassa todos os limites". José Maria Aznar

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"O partido (PSD) precisa de se libertar dos Marcelos e Manuelas. E de abandonar as caras do antigamente".

Virgílio Costa (?), ao Expresso
15.10.2009

Está dito e bem dito...

"O Bloco e o CDS tentaram, com algum esforço, fazer boa cara ao desastre de domingo passado. (...) A queda das legislativas para as locais foi enorme. Tão grande como a incapacidade de a explicar."

Vasco Pulido Valente, Público
16.10.2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Penso, logo existo...

A ofensiva que se tem assistido nos média regionais por parte de figuras de relevo do Partido Socialista local atentando o bom nome e a conduta do Vereador Ricardo Rio apenas evidencia, apesar da derrota eleitoral, o seu peso público e incómodo político que a tais mentes provoca.

Sendo a vida, como Pedro Santana Lopes bem afirma, para "lutadores e não para desistentes" e revelando tal comportamento dos dirigentes locais do PS a qualidade, elevação e força do candidato Ricardo Rio, está, assim, dado o mote para a mudança tranquila que Braga antecipa, anseia e seguramente irá subscrever.

Os anos de vantagem na construção da alternativa/sucessão e a qualidade de trabalho executado na oposição serão naturalmente premiados, exigindo Braga, apenas, a manutenção da caminhada já em curso, a adopção de uma postura extrema humildade e a busca efectiva de uma proximidade pura às suas gentes.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"A vida (...) é para lutadores e não para desistentes".

Pedro Santana Lopes, Campanha Autárquica em Lisboa
08.10.2009

Sobre Braga...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"PSD tem de reflectir acerca do seu futuro".

Fernando Seara, "Diário de Notícias"
04.10.2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Uma curiosidade para reflectir...

48.729 hectares foi a área ardida em Portugal entre 1 de Janeiro e 3 de Setembro, segundo o primeiro relatório do EFFIS de 2009, publicado no seu sítio na Internet.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Está dito e bem dito...

"a Juventude Socialista fez um cartaz insólito com uma frase do adversário. Citando Ferreira Leite dizia "A família (...) tem como objectivo a procriação", rematando com o slogan: «Dia 28 acorda no século XXI». Depois dos ataques do anterior Governo PS contra a família, a ironia é amarga. Se o próximo Governo também desprezar a procriação, Portugal ainda acorda no século XXI, mas já não chega ao XXII."

João César das Neves, Destak
01.10.2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Boca...

Cavaco Silva demonstrou ser Presidente da nação por inteiro ao ter desagradado aos portugueses, a todos sem excepção, no mesmo momento!

Não me ocorre outra altura em que algo similar tenha sucedido.

Pena ter sido pelo pior e não pelo melhor...

Uma pequena reflexão eleitoral

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 30 de Setembro de 2009

Estes dias, entre amigos, foi-me sugerido que o povo português não se engana no que concerne a actos eleitorais.

O sufrágio deste domingo é, em certa medida, prova disso, considerando o resultado de dois dígitos do CDS/PP, o facto do BE ter ficado bastante aquém do que certos indicadores denunciavam e a penalização dos dois maiores partidos do espectro político português.

Nos partidos de maior expressão é até interessante, pela leitura do veredicto eleitoral, a evidência do problema do PSD não decorrer da sua liderança, por Manuela Ferreira Leite, com um estilo, orientação e abordagem notoriamente distinto, ter, separado por uns insignificantes 0,4%, praticamente o mesmo resultado que Pedro Santana Lopes em 2005, o que deve ser alvo de aprofundada ponderação no seu seio.

Mas atendendo ao desinteresse à volta do PS e PSD, pelo desencanto que ambos revelaram representar, assume particular preponderância o peso dos partidos com menor representatividade na Assembleia da República.

Perante tal expressão, a pergunta que se coloca neste momento é se o CDS/PP, pelo resultado que obteve e para desilusão do seu eleitorado neste acto, pode, como já sucedeu no passado, coligar-se com o PS e em conjunto constituírem um Governo politicamente estável.

Para tal cenário e hipótese torna-se determinante a perda efectiva de relevo político do BE e CDU, por não possuírem, por si só e pela incapacidade de ambos colaborarem, força suficiente para, com um PS claramente mais fraco e fragilizado, conferir um cenário de maioria absoluta à esquerda.

Contudo, apesar percentualmente abaixo do atingido por estas nas eleições europeias deste ano, a esquerda extrema, da qual a CDU e o BE são parte integrante, teve ainda um resultado superior a 17%, o que deve ser motivo de reflexão geral.

As eleições deste domingo foram, assim, uma revelação de maturidade, pela penalização clara dos dois maiores partidos, tendo o PS tido o pior resultado desde 1991, o crescimento de um CDS aparentemente pragmático e a certeza do eleitorado não confiar num BE que se queria tornar determinante.

Espera-se, no entanto, que apesar este resultado fraccionado o bom senso impere, devendo o PS, com humildade, procurar em todos os restantes partidos o que de melhor e mais sensato possam oferecer, para o bem de Portugal e dos portugueses.

sábado, 26 de setembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Depois de 27, o Presidente fala. Dizem que sim. Mas não será de excluir que, perdido no labirinto, dia 28 o Presidente emigre."

João Pereira Coutinho, colunista, "Correio da Manhã"
26.09.2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Está dito e bem dito...

“Nunca pensei que um jornal em Portugal publicasse e-mails internos de outro. (...) Estamos perante um comportamento pidesco.”

Vicente Jorge Silva, “Correio da Manhã”
19.09.2009

Está dito e bem dito...

"Os dois políticos são o homem que cresce dentro do partido e a mulher que faz um percurso institucional até tomar conta do seu.

No país do respeitinho, ela cresce ligada a um chefe político (Cavaco Silva) que lhe dá oportunidade, faz uma carreira parecida com a dele, mas não chega logo a primeiro-ministro como ele, é dedicada mas nunca de rasgos.

No país do videirinho, há uma espécie de pulsão para "fazer", "safar", "resolver", onde os fins mandam nos meios e onde "não importa se se faz de qualquer maneira".

Este também coexiste com uma máquina organizada de controlo da informação, com "milhares de pessoas a trabalhar para a encenação do Governo".

António Barreto, Público
20.09.2009

Está dito e bem dito...

“Se Sócrates se candidatar ao governo do inferno, nós votaremos no diabo”.

Manifestação de Professores
19.09.2009

sábado, 12 de setembro de 2009

A Boca...



Apesar do tom, mensagem e espírito do cartaz apresentado tecnicamente/academicamente bem conseguidos, algo há que não pode ser deixado passar em claro.

Muito se falou, no passado, no símbolo do Partido Social Democrata e de uma suposta tentativa de o modificar, que mais não significava do que escolher um tom azul para o fundo do mesmo.

Esse período passou e, no entanto, tanto nas europeias como agora, conforme o cartaz que se mostra, os autores de tais críticas, agora na liderança do referido partido, promoveram alterações na sua marca sem que alguém o denuncie ou se insurja!

Nao deixa de ser estranho, pois não?

Fica o comentário...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Está dito e bem dito...

"Os programas eleitorais, com a dimensão que têm, são uma falcatrua. São como as apólices de seguro: feitos para o eleitor nunca ter razão."

Medina Carreira, entrevista à revista Visão
10.09.2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tão "amigos" que eles eram...


E agora, como o boneco documenta, cada um para o seu canto, com alguém atrás à espreita...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Controvérsia vs Projecto

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 30 de Setembro de 2009

Neste período que antecede os próximos actos eleitorais, nacional e local, temos assistido a uma abordagem peculiar por parte das principais forças partidárias.

Num momento em que o país e o mundo atravessam, ainda, uma grave crise económica e financeira, seria de esperar uma postura política pela positiva, de esperança e crescimento, considerando a realidade actual já demasiadamente exigente para o cidadão.

No entanto, sem a preocupação elementar de cativar o eleitorado e fomentar uma real participação cívica, as formações partidárias com potencial de governo revelam apenas estar absorvidas numa estratégia exclusivamente concentrada em retirar votos ao seu oponente.

Ao invés de acedermos a um ou vários projectos que permitam ao país acreditar no futuro que vem, presenciamos constantemente ao surgimento de polémicas, casos, controvérsias que apenas desacreditam o cidadão e o afastam da vida pública.

Curioso todos esses acontecimentos mediáticos evidenciarem quem o seu autor e o seu destinatário, quando nos projectos políticos tudo parece tão indefinido e ininteligível.

Há, reconhece-se, circunstâncias graves que devem ser avaliadas e dirimidas, particularmente as que evidenciam actos de corrupção ou as que patenteiam restrição de todo e qualquer tipo de liberdades, mas não faria mais sentido deixar a justiça para a justiça, as empresas para as empresas e a política para a política?

Creio ser realmente essencial concentrar a práxis partidária no que é objectivamente necessário, a concepção de uma visão de futuro para o país, sendo que a manutenção da presente estratégia apenas denunciará o pobre estado da nossa democracia, sua notória falta de rumo e efectiva carência de quadros de valor.

Perante o exposto, e com os olhos colocados no local de chegada, resta-nos ambicionar que o futuro, se possível a curto prazo, nos traga algo diferente, capaz, superior…

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Será que sabem mesmo?

Está dito e bem dito...

"Parece evidente que se trata de um acto de censura a três semanas das eleições. É uma ordem socialista através do seu aliado, a Prisa. É uma ordem vinda de Espanha mas que afecta directamente uma liberdade essencial dos portugueses."

Paulo Portas
03.09.2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Penso, logo existo...

Algo de estranho se poderá estar a passar, tanto a nível local como nacional, para que de um imperativo de mudança, claramente necessária, o eleitorado se encontre serenamente a voltar para a manutenção dos poderes executivos instituídos...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

"Qualquer idiota resolve uma crise. A grande dificuldade é o dia-a-dia."

Anton Tchékhov
escritor e dramaturgo russo

domingo, 30 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

“Nunca se impressionem muito com os momentos de sucesso. A vida são vitórias e derrotas e quem pensa que ganha sempre está completamente iludido. A vida dá muitas voltas”...

Pedro Santana Lopes, Universidade de Verão da JSD
29.08.2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

"Sócrates 'vende' a sua imagem recheando-a com brilhantina e confetis. A Manuela Ferreira Leite só restava 'vender' o contrário. Calhou-lhe bem, porque o contrário encaixa bem no seu modo de ser".

Paulo Ferreira, "Jornal de Notícias"
29.08.2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

À Sócrates...

Está dito e bem dito...

"O programa do PSD não é um programa. É, pelas regras habituais da coisa, um antiprograma: descontando as piedades do costume sobre o 'emprego' e o 'crescimento económico' (que não dependem do Estado), a drª Manuela deseja apenas o básico".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã"
28.08.2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

“Os recursos são escassos e não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. A política é também uma arte de escolha e os programas políticos devem ser julgados pela capacidade de fazer opções”.

Manuela Ferreira Leite, Apresentação Programa PSD 2009/2013
27.08.2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

"Eu diria que, mais importante até do que saber quais são os programas ou as listas de candidatos a deputados, o que os portugueses gostariam de saber neste momento é as principais ideias e os nomes de alguns dos principais ministros: o das Finanças, o da Educação ou o da Justiça".

Luís Marques Mendes, Universidade de Verão da JSD
26.08.2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Políticas e Pelouros

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 24 de Agosto de 2009

A pouco mais de um mês das eleições autárquicas deste ano, muito já se falou acerca listas apresentadas pelas diversas formações partidárias em Braga e os nomes que delas são parte integrante.

Sobre políticas, orientações, rumos, mensagens vagas foram passadas ao eleitorado que se esperam ver aprofundadas durante o período de campanha eleitoral, momento por excelência para essa clarificação.

No entanto, para além dessa visão de município que se aguarda contemplar uma estratégia planeada a médio/longo prazo, convém que os candidatos à presidência da Câmara esclareçam quem serão os responsáveis directos pela implementação das políticas sectoriais e seus curricula para as áreas em questão.

Pode ser prematuro, inconveniente até, lançar a questão da atribuição dos pelouros executivos, mas julgo ter todo o relevo para uma avaliação informada e consequente por parte do cidadão eleitor.

Áreas sensíveis como a Segurança e Protecção Civil, Urbanismo e Obras Públicas, Juventude, Desporto, Educação, Cultura, Ambiente, Acção Social, merecem esse esclarecimento cabal tendo em vista o superior juízo de quem elege.

Considerando os indicadores de opinião que denunciam uma votação muito próxima entre as duas principais forças políticas, é determinante que se conheçam todos os actores efectivos e não apenas a orientação política global e sectorial de cada um dos candidatos à liderança do executivo.

Por outro lado, considerando os referidos indícios de estudo, reveste-se de igual preponderância esclarecer qual a abertura de cada um dos pretendentes ao governo do órgão municipal para trabalhar com outras forças políticas no executivo.

Neste contexto, buscando o pleno esclarecimento para uma rigorosa tomada de decisão quanto à orientação de voto dos cidadãos, as candidaturas com menor representatividade devem também evidenciar qual a sua orientação política e consequente disponibilidade executiva no caso de serem eleitos.

Assim, com tal atitude de franqueza e boa fé, estarão os candidatos bracarenses a prestar um relevante serviço à democracia, fomentando a participação cívica informada e contribuindo para um salutar decréscimo da abstenção eleitoral.

Está dito e bem dito...

"O grande problema de Portugal não é a crise, mas a incapacidade de crescer e de produzir o suficiente para manter a prosperidade".

João Marques de Almeida, professor universitário, "Diário Económico"
24.08.2009

Está dito e bem dito...

"Quando se gasta milhões em programas de promoção, como o Allgarve, convinha que não se deixasse morrer a galinha dos ovos de ouro por inanição".

Eduardo Dâmaso, "Correio da Manhã"
22.08.2008

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Está dito e bem dito...

"A insistência do Partido Socialista nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino".

Mário Crespo, "Jornal de Notícias"
17.08.2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As Listas de Deputados

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 09 de Agosto de 2009

A adopção de posturas sectárias e divisionistas nos partidos políticos não é um fenómeno novo, nem um património exclusivo das suas instâncias nacionais, sendo que por vezes se apresenta ténue ao olhar do eleitorado.

No entanto, em vésperas de dois combates eleitorais decisivos, o Partido Social Democrata foi, no seu último Conselho Nacional ocorrido esta semana, protagonista de um acontecimento bizarro de depuração às claras de uma pretensa oposição interna.

Numa conjuntura em que o maior partido da oposição deveria dar um sinal claro de unidade e pluralidade, Manuela Ferreira Leite apresentou de modo obstinado as suas escolhas para deputados que denunciam uma visível aversão aos que protagonizam uma sensibilidade diferente mas de categórico relevo para a organização e para o país.

Colocando de parte quadros de reconhecida valia e qualidade que disseram presente neste que é o momento adequado para tal, foi dado um claro contributo para, sem surpresas, se embaraçar uma força partidária pelo descabimento em que se cai.

O corrimento levado avante pela líder do Partido Social Democrata acabará por se revelar um erro político estratégico grave, irreparável até, pela ostracização e marginalização de quadros políticos de enorme carácter e notoriedade como Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, entre outros.

Mas a exclusão de sensibilidades diversas não foi, neste processo de feitura das listas para Deputados à Assembleia da República Nacional, algo que apenas perturbou o Partido Social Democrata.

Desde os Alegristas banidos das listas do Partido Socialista à tão falada Joana Amaral Dias, cobiçada por Sócrates, que o Bloco de Esquerda nem convidou para integrar o seu rol de candidatos, todos os partidos fizeram as suas purgas e exclusões.

Para o cidadão que avalia pelo prisma do eleitor, tais atitudes, transversais a todo o espectro português, apenas conferem descrédito à actividade política e fomentam uma cidadania avessa à democracia plural.

Contudo, para o bem de todos, neste que também é um ano de eleições autárquicas, espera-se que as estruturas locais não alinhem pelo mesmo tom e propiciem, naturalmente, a multiplicidade que caracteriza os partidos e a sociedade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fujam que ele vem para cá!

Uma decisão simbólica da renovação das listas foi a saída, da lista de Braga, de Virgílio Costa, deputado e líder da distrital, que teve uma má avaliação e recebeu o título de um dos deputados mais faltosos.


E foi Ferreira Leite a comunicar-lhe a decisão de exclusão.


Ao PÚBLICO, elogiou a forma "coerente e corajosa" como a líder do partido conduziu o processo das listas de deputados e desdramatizou a sua exclusão.


A sua idade e problemas de saúde levaram-no a concluir que "este é o momento" para se entregar "às tarefas políticas do distrito".

Está dito e bem dito...

"Virá o momento de repensar o sistema democrático, que no actual modelo parece cada vez mais incapaz de responder aos desafios contemporâneos".

José Gil, "Visão"
06.08.2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As Listas...

A adopção de posturas sectárias e divisionistas no PSD não é nova, nem é património exclusivo das instâncias nacionais do partido.

No entanto, em véspera de dois combates eleitorais decisivos, revela-se um erro político grave a ostracização e marginalização de quadros políticos de enorme qualidade.

Num momento em que o PSD deveria dar um sinal claro de unidade e pluralidade, as escolhas obstinadas de Manuela Ferreira Leite denunciam sua aversão ao que protagoniza uma sensibilidade diferente mas útil ao partido e ao país.

Colocando de parte gente de grande valor e qualidade que disseram presente neste que é o momento adequado para tal vai, sem surpresas, tornar-se prejudicial ao partido pelo descabimento em que se cai.

Contudo, para o bem de todos, espera-se que as estruturas locais não alinhem pelo mesmo diapasão e propiciem, naturalmente, a multiplicidade que caracteriza o partido e a sociedade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Arguidos de Primeira e de Segunda...

Sendo todos inocentes até prova em contrário não se entende a dualidade de critério!

A inclusão de Helena Lopes da Costa e António Preto na lista de Deputados por Lisboa não é, naturalmente, compreensível pelo que se aguarda explicação...

A Boca...




Fica o comentário...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Está dito e bem dito...

"Eu quando vejo o programa [eleitoral] do Partido Socialista acho que o Natal chegou em Agosto".

Paulo Portas, Grande Entrevista da RTP
30.07.2009

Está dito e bem dito...

Não há como uma campanha eleitoral para pôr a máquina judicial a mexer. Tanta vezes inalcançável para o comum dos mortais, a justiça torna-se, nesta época festivaleira, uma arma de arremesso política que serve tanto a esquerda como a direita".

Pedro Norton, "Visão"
30.07.2009

A Boca...

Agora ninguém fala dos outdoors em jardins e rotundas!

Que estranho...

Fica o comentário...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Penso, logo existo...

Será Alberto João Jardim o único a notar a percentagem superior a 20% da extrema esquerda em Portugal?

Sim, porque a imagem aparentemente cool do BE de Francisco Louçã e a cassete imensamente repetitiva do PCP de Jerónimo de Sousa não lhes retira a base ideológica destruidora e perigosa para a democracia!

Será necessário esta regressar ao poder para relembrar os portugueses e dela voltarem a fugir a sete pés?

Fica o alerta...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Está dito e bem dito...

"Nenhum dos figurantes sai bem nesta ópera bufa: Sócrates jurou e toda a gente duvidou, Louçã fez escarcéu a mais e JAD [Joana Amaral Dias] deveria saber que há convites que não devem ser vozeados para a praça pública".

Carlos Abreu Amorim, jurista, "Correio da Manhã"
27.07.2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mau tempo em Braga...

Na semana que agora finda fomos surpreendidos com um tempo que até nos fez esquecer a época do ano que vivemos, sendo que apenas na manhã de terça-feira houve uma intensidade de chuva considerável, que não se pode considerar superior à pluviosidade regularmente sentida nesta região nos períodos de Outono/Inverno.

Contudo, o cenário verificado não deixou de a todos surpreender, com ruas convertidas em lagos, todo o tipo de bens submersos e túneis completamente inundados.

Não se tendo vislumbrado no próprio dia qualquer actividade concertada de protecção civil, e sendo a realidade vivida na ocasião reflexo de uma falta de planificação e desleixo de quem se sabe, não deixa de ser singular a pronta intervenção da empresa municipal AGERE para limpeza dos referidos locais, algo que se prolongou por quarta-feira e se alongado pela noite fora.

No entanto, volvidos uns dias, assiste-se, com consequente perturbação do trânsito, a cortes de vias estruturantes por parte das autoridades policiais para operações da referida empresa de capitais maioritariamente públicos e participada pelos privados que toda a gente conhece, com o intuito de dar seguimento aos trabalhos decorrentes de tal intempérie.

Ao que se sabe, estas acções irão continuar na próxima semana, com evidentes prejuízos para todos, encontrando-se os funcionários da AGERE a proceder agora à limpeza dos colectores de águas pluviais e, surpreendentemente, de saneamento também, algo que até a mim, um leigo na matéria, me provocou uma certa estranheza.

Averiguando junto dos referidos técnicos, foi-me dada a informação que as condutas mencionadas, ambas, se encontram altamente congestionadas por, pasmem-se, terem no seu interior uma quantidade infindável de entulho proveniente das obras do túnel da Avenida da Liberdade, motivo que, na óptica dos mesmos, levou a tamanho alagamento verificado terça-feira.

Assim, apesar das chatices e transtornos provocados pela chuvinha desta semana, parece-me inovador a empresa Britalar ter utilizado este conceito inovador de escoamento de entulho, altamente benéfico para o decréscimo de poluição visual e custos inerentes da obra, o que merece um cabal reconhecimento nosso, ou não fosse esta uma entidade com pública certificação de qualidade!

Mas eu diria mais!

Chato foi ter chovido tanto e tão cedo, não foi?

Tchhh! Apanhado de novo a falar de mais... Despedimento por justa causa, JÁ!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Penso, logo existo...

Sobre o Compromisso Portugal, como bem diz o ionline de hoje, no fundo, a culpa não é do PS, é dos eleitores...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Compromisso Portugal "chumba" governo de José Sócrates

Portugal não está em melhores condições para enfrentar o futuro e mesmo que não houvesse crise financeira, o Governo continuaria sem conseguir alcançar os seus próprios objectivos, considera o Compromisso Portugal.

No avaliação que fazem dos últimos quatro anos de governação socialista, os três lideres do projecto (António Carrapatoso, Joaquim Goês e Rui Ramos) "chumbam" o Governo de José Sócrates, considerando que este, "apesar do seu ímpeto reformista inicial", não terá feito "muito melhor" que os antecessores.

"É improvável que este Governo tenha deixado na História do país uma marca à altura da situação preocupante em que vivemos. Dificilmente se poderá dizer que o país está agora em melhores condições de vencer os desafios futuros do que estava no início de 2005", consideram.

Na última avaliação à acção governativa deste projecto, realizado com base nas próprias metas anunciadas pelo Governo, o Compromisso Portugal sublinha que "esses objectivos não teriam sido atingidos mesmo sem a crise internacional do último trimestre [de 2008] (...) tendo em conta a evolução e tendência até 2008".

Os responsáveis destacam que "o aspecto mais inquietante da actuação deste Governo" é o alargamento da actuação do Estado "com um estilo de intervenção demasiado intrometido e musculado", que terá levado a um agravamento da "promiscuidade entre política e negócios".

"O Governo deixou a impressão de que nem sempre terá sabido resistir à tentação de tirar partido dos activos do Estado (empresas em que participa) para intervir na área empresarial. (...) Com a sua indisponibilidade em separar o Estado dos negócios, o Governo manteve a tradicional promiscuidade entre agentes políticos e agentes económicos", afirmam.

Os responsáveis vão mais longe, considerando mesmo que "uma grande parte dos empresários e gestores de grandes empresas encontram-se condicionados pelo poder político" levando a que estes, por um lado, tentem "aproximar-se do poder para recolher benefícios e protecção" e, por outro lado, sintam a "necessidade de ter o seu aval para qualquer decisão mais significativa".

Para o Compromisso Portugal, o Governo "falhou" ainda no relançamento sustentado e estrutural da economia e da sua competitividade (independentemente da crise internacional), na reforma e modernização da administração pública, na reforma da justiça, na melhoria da qualidade ambiental, sustentabilidade e coesão territorial.

Em declarações à Lusa, Rui Ramos, professor universitário e um dos três responsáveis do Compromisso Portugal, considerou que "o Governo falhou ao não conseguir explicar e descrever qual a visão que tinha para o país" e "falhou uma segunda vez ao confundir em termos das reformas, a profundidade e o impacto das reformas, com o conflito que as reformas iam suscitar".

"A partir de determinada altura o conflito pareceu que era a credencial principal do Governo para dizer que era reformista. (...) O conflito alimentou perversamente uma auto-imagem do governo como um governo reformista que poderia talvez ter sido alcançado de uma outra maneira e com efeitos muito maiores", afirmou Rui Ramos.


O responsável do Compromisso Portugal, que divulgou hoje uma avaliação dos últimos quatros anos de governação socialista, disse ainda que "no fim de 2008 o Governo continuou a subestimar os efeitos em Portugal da crise financeira e sobretudo a dimensão económica que essa crise iria adquirir". "O que a crise internacional veio fazer foi revelar as nossas fragilidades domésticas. Trouxe dificuldades de fora, mas essas tornaram-se maiores em Portugal por causa das dificuldades internas que já temos e foi ao subestimar essas dificuldades internas que o Governo também subestimou os efeitos que em Portugal iria ter a crise económica internacional", explicou.

Rui Ramos disse que o Compromisso Portugal concluiu "por um lado, [que] é verdade que este Governo, mais até do que governos anteriores, fez um esforço para cumprir o seu programa e teve até vontade para mudar muitas coisas, mas que a sua obra ficou aquém do que prometera e do que o país precisava".

in Público online

Está dito e bem dito...

A mudança não tem nada de mal, se for na direcção certa!

Sir Winston Churchill

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Braga e os Média...


O peso mediático de Braga é tanto que, afinal, conforme documenta a reportagem da RTP, o INL foi inaugurado em Guimarães!

Por esse facto felicitam-se os governantes desta nossa ilha...

No entanto, é de se salientar Braga ser motivo de notícia frequentemente, não apenas por casos dúbios de relações entre autarquia e certas entidades ou pessoas, mas também por circunstâncias, agora usuais, de derrocadas de prédios, incêndios em habitações e intervenções de protecção civil de eficácia questionável.

A falta de planificação, execução e eficácia leva a que se critique o Vereador do pelouro, pela tutela política delegada, mas alguém sabe quem é o responsável operacional de protecção civil do concelho?

Fica uma dica: não foi nomeado Comandante Operacional Municipal de Protecção Civil quem por inerência legal e competência técnica deveria ter sido...

Ups, falei em demasia... Mais dois processos disciplinares!

Está dito e bem dito...

"Neste sítio um ministro pode ir para a rua por um par de cornos infantis ou por uma piada de mau gosto. As roubalheiras, os negócios escuros, os compadrios, a corrupção a céu aberto e o tráfico de influências, não só são tolerados como premiados nas urnas".

António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
20.07.2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Está dito e bem dito...

"Algo tem de estar muito mal neste país para que 65 por cento dos portugueses defendam a prisão perpétua e 26 por cento concordem com a pena capital".

Pedro Camacho, "Visão"
16.07.2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A questão local...

Aos desatentos, apesar dos riscos que se correm nos dias de hoje, cumpre-me de modo pragmático lembrar o seguinte:

Para as eleições autárquicas deste ano há duas e só duas hipóteses de governo do município viáveis, logo existem dois e apenas dois sentidos de voto possíveis.

Para quem deseja que tudo fique como está, preservando uma realidade com 33 anos de Mesquita Machado na presidência da autarquia, pode optar por qualquer uma das candidaturas existentes, ou outras que possam surgir, excepto a da coligação Juntos Por Braga.

Para quem efectivamente quer ser parte integrante de uma mudança de orientação e de políticas, num propósito de renovação de rostos e mentalidades, tem apenas uma atitude a tomar: não se abster e votar Ricardo Rio.


Será certamente importante uma representatividade plural nos diversos orgãos autárquicos, que naturalmente se obterá, mas o claro objectivo de mudança apenas será conseguido, por muito que se torne custoso para alguns, apostando na única alternativa digna desse nome.

Agora, perante o exposto, aguardam-se as usuais represálias...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pela Nossa Terra…

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 14 de Julho de 2009

A região natural portuguesa do Minho, composta pelos distritos de Braga e Viana do Castelo, foi instituída por reforma administrativa em 1936, nunca tendo tido qualquer atribuição prática, desaparecendo efectivamente do vocabulário administrativo com a entrada em vigor da Constituição de 1976.


Repartidos por 24 concelhos, os eleitores do Minho representam uma percentagem superior a dez por cento do total nacional, num valor que ultrapassa o milhão, evidenciando constantemente, em particular no distrito de Braga, com perto de 800.000 inscritos, um índice de participação política e cívica mais elevado, conforme demonstra a percentagem de abstenção em actos eleitorais continuadamente inferior à média nacional.

Considerando a sua comunidade mais rural e população de maior pendor religioso, esta província tem demonstrado, como claramente comprovam os dois referendos sobre a interrupção voluntária da gravidez efectuados em Portugal, uma superior expressão de voto conservador, apresentando em todas as eleições partidárias uma votação tendencialmente melhor nos partidos de direita do espectro político quando comparada com o todo nacional.

Atendendo à sua preponderância, relevante em qualquer sufrágio, à afectação considerável da crise económica actual, que propicia uma disposição para penalizar quem se encontra no Governo, e à tendência do votante local, mais rural e conservador, para procurar através do voto, independentemente do acto eleitoral que se realiza, uma relação de maior proximidade com quem poderá ser seu porta-voz e embaixador, obtém-se suporte para as recentes estratégias partidárias de efectivo compromisso com o Minho levadas a cabo por formações partidárias de direita da cena política portuguesa.

Destacam-se, no que à região se refere nesta distinta abordagem eleitoral, a candidatura à Assembleia da República de Manuel Monteiro, que se designa como o Deputado do Minho, apesar desta apenas se circunscrever ao distrito de Braga, e a recente campanha, com consequente eleição, do Eurodeputado José Manuel Fernandes pelo Partido Social Democrata, que tomará posse no dia 14 de Julho.

Considerando o carácter regional da eleição à Assembleia da Republica, que não retira o pendor estratégico à candidatura do movimento Missão Minho para a eleição de um Deputado pelo círculo eleitoral do distrito de Braga, não deixa de ser particularmente significativo, pela evidência de relevo da região, que o maior partido da oposição, o Partido Social Democrata, no decurso da recente campanha para as Eleições Europeias em Portugal, comummente com uma estratégia de âmbito nacional, tenha promovido uma abordagem paralela local com o claro intuito de alcançar o único resultado que servia os seus interesses estratégicos, a vitória, nunca antes obtida em actos eleitorais para o Parlamento Europeu.

Possuindo no anterior mandato apenas sete Eurodeputados e com o firme propósito de um aumento de expressividade, este partido designou José Manuel Fernandes, presidente de uma autarquia de média dimensão do Baixo Minho – Vila Verde – não recandidato às eleições autárquicas de Outubro próximo, o oitavo lugar da sua lista e com base neste militante de relevo executou uma campanha de âmbito local, em si centralizada, com vista a alcançar na região, de capital e volume eleitoral considerável, um aumento substancial na votação.

Com uma orientação de centro-direita, é particularmente interessante este partido ter adoptado no Minho uma estratégia específica análoga à nacional, consolidada num candidato local, próximo das pessoas, algo que apenas tem paralelo nas duas regiões autónomas portuguesas, os arquipélagos da Madeira e dos Açores, que, pela sua insularidade e autonomia, efectivamente justificam tal abordagem.

Os dados da votação deste sufrágio comunitário confirmaram a sua preponderância no todo nacional, revelando-se, numa primária avaliação, determinante para a eleição de pelo menos três Eurodeputados, decorrente do amplo crescimento de algumas forças políticas no escrutínio e região em concreto, tendo o Partido Social Democrata, ao contrário do sucedido em 2004, votação suficiente para a eleição de um Eurodeputado, o que patenteia a utilidade da aposta implementada.

Assim, considerando a estratégia europeia desenvolvida pelo Partido Social Democrata no Minho que, pelo crescimento considerável e eleição de José Manuel Fernandes, se revelou acertada, aguarda-se, neste caso concreto e noutros semelhantes, que a escolha conferida pelo eleitorado minhoto evidencie o primeiro passo de um efectivo compromisso de proximidade e representatividade da região, que não se reduza apenas ao acto eleitoral em si mas a um mandato que se exige ser superiormente cumprido.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Portugal tem a sexta taxa de desemprego mais elevada da OCDE

Portugal, juntamente com França, apresenta a sexta maior taxa de desemprego dos países da OCDE, com 9,3 por cento da população activa desempregada, após Espanha (18,7 por cento), Irlanda (com 11,7 por cento), Eslováquia (11,1 por cento), Hungria (10,2 por cento) e EUA (9,6 por cento).

A taxa de desemprego subiu para 8,3 por cento na zona da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) em Maio, contra os oito por cento no mês anterior, segundo os dados hoje divulgados.

Na Zona Euro, a taxa de desemprego era de 9,5 por cento em Maio e na União Europeia 8,9 por cento.

* OCDE - Dados de Maio

Está dito e bem dito...

"A ilusão do fim da crise é uma tentação para a propaganda eleitoral do PS".

Sarsfield Cabral, "Público"

13.07.2009

sábado, 11 de julho de 2009

Está dito e bem dito...

"Sócrates e Ferreira Leite são as únicas personalidades que podem vir a ocupar o cargo de primeiro-ministro".

Emídio Rangel, "Correio da Manhã"
11.07.2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Provedor

Ao fim de um ano de impasse, Alfredo José de Sousa, candidato conjunto do PS e do PSD a Provedor de Justiça, ultrapassou largamente os dois terços exigidos pela Constituição numa votação ocorrida hoje na Assembleia da República.

Apesar deste escrutínio maciço, com 198 votos a favor em 217 votantes, não fica esquecido todo o enredo político passado.

No entanto, apenas um sufrágio claro e inequívoco poderia contribuir para que esta trama fosse claramente ultrapassada, pelo que se felicita a sensatez.

Afinal o Bloco de Esquerda também tem destas coisas...

O BE, que contribuiu para a saída de Manuel Pinho do Executivo ao divulgar no Parlamento, de modo quase imediato, a fotografia da sua pose, acabaria por se revelar, ironicamente, a última vítima deste embaraçoso episódio.

No dia seguinte à demissão do responsável pela pasta da economia, depois de ter aplaudido a sua saída do Governo, teve um elemento da sua direcção, António Chora, a brindar ao ex-Ministro no seu jantar de despedida.

Este membro da Comissão Política do Bloco explica: «Fui como membro da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, como membro da comissão política do BE não teria ido».

Curiosamente a direcção do BE, perante tal embraço, reagiu com cautela, demarcando-se de Chora, mas evitando criticá-lo. Os comentários de vários dirigentes variaram de «não comento esse assunto» (João Semedo) e «não falo sobre isso» (Miguel Portas) a «essa é uma questão pessoal» (Pedro Soares).

Perante a suposta pureza desta formação patidária e sua impunidade junto dos orgãos de comunicação social, este caso revela-se um acontecimento a registar, particularmente pela mediatização de que foi alvo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Penso, logo existo...

Mais do que os seus próprios dedos, foram os indicadores económicos e, particularmente, os políticos que verdadeiramente tramaram Manuel Pinho.

Não se terá inspirado em Braga?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Está dito e bem dito...

"Se as mentiras valessem tanto como um par de cornos já não havia ministros. E muito menos Presidente do Conselho".

António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"
06.07.2009

Com datas distintas...

domingo, 5 de julho de 2009

Democracia, Mediatização e Provedor

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 27 de Junho de 2009

Um facto com o qual temos que lidar no presente momento é a efectividade da tecnologia da informação, nas suas mais diversas vertentes, nos planos de acção/actuação política.


Esta realidade veio alterar por completo a acção e interacção política/sociedade, sendo algo mais efectivo e imediato, que não necessariamente mais fácil, compreensível e eficaz.

No plano da comunicação política, a televisão, a internet, tornaram-se hoje um verdadeiro espaço público, sem fronteiras, perante o qual os aparelhos partidários deverão adequar sua mensagem e propósito.

Diante a inevitabilidade de uma constante informação pelas vias mencionadas, e outras que assumem o seu devido relevo, como jornais e rádios de informação, e com a quantidade de factos políticos que vão sucedendo na cena política, a tentação de aproveitamento deste tipo de espaços para a capitalização eleitoral e de notoriedade é, de facto, inevitável.

Por outro lado, a informação, peça chave do exercício cívico e participação, dá sustento à acção política e propostas nela contidas, sendo que quanto mais informado o cidadão está, maior será a sua capacidade e, espera-se, tendência para o contributo cívico e social.

Na realidade política portuguesa têm sido marca dominante os factos políticos que se inserem no jogo partidário quotidiano, dos quais destaco a polémica relativa à ainda não eleição do novo Provedor de Justiça, e consequente informação/desinformação vinculada pelos diferentes agentes políticos com o intuito de capitalização partidária e eleitoral num ano farto de actos eleitorais.

O Provedor de Justiça é uma figura constitucional de mediação entre as instituições governamentais de justiça e o cidadão, com intuito de assegurar a cada indivíduo a certeza de poder viver em condições de liberdade e de segurança, na medida em que, com total independência, censura e controla os erros, excessos e abusos dos poderes constituídos.

A nomeação desse alto cargo de estado deve ser sufragada por uma maioria qualificada de dois terços na Assembleia da República Portuguesa, o que, perante o panorama representativo actual, exige um acordo entre os dois maiores partidos do espectro político português, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata.

Relativamente a este caso em concreto, foi-se assistindo a uma luta de interesses meramente partidários entre os dois maiores partidos portugueses, que se vem arrastando há alguns meses, sem o propósito simples de resolução do problema, transparecendo, na sua essência, uma busca de serviço às suas clientelas numa óptica de ocupação de um cargo de relevo na esfera de poder.

A inconsequência dessa designação, fomentada por esses mesmos agentes de poder, leva a um jogo de mediatização de factos, grande parte deles sem relevo para a solução do problema, em que os partidos, ou candidatos, apenas inundam a opinião pública com um sem número de episódios e nomes com o propósito de criar a sensação no eleitorado que essa inacção política se deve a agentes que não os do partido em questão, mas do outro elemento com responsabilidades na concertação da solução.

O facto, inegável, é que o problema vem persistindo, não tendo sido possível, em grande parte destes últimos meses, detectar nesses mesmos agentes políticos vontade clara de consenso, apenas se denotando, sem qualquer interesse pelo cabal esclarecimento da situação em questão e sua oportunidade, que o jogo mediático é o mais relevante com vista a uma maior capitalização eleitoral e de notoriedade.

Mas, considerando os agentes envolvidos e as recentes declarações de um candidato ao cargo, o Professor Jorge Miranda, proposto pelo PS, e consequente retirada da sua candidatura, demonstra claramente o espírito de vínculo partidário da candidatura em questão, propósito meramente estratégico e de instrumentalização, o que, apesar do crédito desta personalidade na sociedade, não lhe conferia, como é evidenciado pelas declarações do próprio, as singularidades necessárias para o exercício das funções de Provedor de Justiça e consequente garante de isenção, determinante para o exercício do cargo.

Assim, perante mais este episódio, é de louvar a retirada da candidatura em questão, pelos pressupostos que entretanto se revelaram, sendo um imperativo encarar a possibilidade de, construtivamente, colocando definitivamente de parte circunstâncias de pouco relevo social e político, se fazer da actuação política algo mais do que um espectáculo sem essência, buscando, os partidos políticos, uma solução que cumpra os verdadeiros propósitos das funções em questão, seus princípios de isenção, imparcialidade e seriedade.

Nesse sentido, considera-se sensata a apresentação do conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Contas, Alfredo José de Sousa, como possível sucessor de Nascimento Rodrigues e novo Provedor de Justiça, sob proposta do PS e PSD, pela, apesar de tardia, consciência de imperativo nacional na figura do Provedor, que, finalmente, se apresenta de pertinente resolução.

Sendo censurável a falta de diligência demonstrada na resolução desta questão relevante de mediação e o jogo partidário repreensível que foi acompanhando tal indefinição, onde todos os agentes devem assumir a sua dose de responsabilidade, é de se evidenciar a indicação da personalidade em questão, pela isenção, prestígio, sentido de serviço à República e interesse público revelados continuadamente.

Pelo seu percurso, credibilidade e conduta, crê-se ser exequível a obtenção de uma votação clara no momento da sua eleição, pelo que se considera sensata a obtenção de um consenso amplo, extensível aos restantes partidos políticos com assento na Assembleia da República.

A indefinição deste processo e sua solução tardia esperam, agora, pela cabal solução apresentada, uma postura política responsável, não assente em opções políticas tomadas pelo efeito eleitoral e de capitalização que poderá ter na sociedade mas de pertinência social e institucional que declaradamente ostenta.