*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 24 de Outubro de 2009
Assistimos no final da tarde de quinta-feira ao anúncio daquele que será o XVIII Governo Constitucional.
De tudo o que pudemos constatar há dois factos relevantes que em nosso entender se destacam.
Em primeiro lugar, a clara e esperada manutenção do núcleo político do anterior Governo, onde as principais personalidades assumem um papel de enorme notoriedade política e operacional.
Neste ponto é ainda de realçar a consequente renovação das pastas controversas do anterior Governo por pessoas próximas do mesmo sem que se verifique uma aposta em individualidades de reconhecido mérito e generalizado consenso nacional.
Em segundo lugar, algo que se considera ter enorme ênfase, a submissão do factor político à componente determinante de políticas de Defesa, reflexo da manutenção do Ministro Augusto Santos Silva no executivo num Ministério que exigia outro cuidado e elevação.
Admite-se que seu peso e importância na estrutura política nuclear do Governo é um factor positivo considerando a época agitada que a classe militar vive e a desejada reorganização que urge operacionalizar.
No entanto, não deixa de ser revelador o quadro em questão não ter qualquer experiência e formação na área, o que coloca a nu o ónus da opção política ao invés da componente operacional e sectorial.
Assim, tal designação apenas se pode considerar uma incógnita, pela surpresa na área de nomeação, esperando que a sua práxis nas novas funções patenteie, na ausência de currículo comprovado, uma sensibilidade para o sector e determinação na superior missão de serviço às forças armadas e ao país.
sábado, 24 de outubro de 2009
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