Cavaco Silva demonstrou ser Presidente da nação por inteiro ao ter desagradado aos portugueses, a todos sem excepção, no mesmo momento!
Não me ocorre outra altura em que algo similar tenha sucedido.
Pena ter sido pelo pior e não pelo melhor...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Uma pequena reflexão eleitoral
*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 30 de Setembro de 2009
Estes dias, entre amigos, foi-me sugerido que o povo português não se engana no que concerne a actos eleitorais.
O sufrágio deste domingo é, em certa medida, prova disso, considerando o resultado de dois dígitos do CDS/PP, o facto do BE ter ficado bastante aquém do que certos indicadores denunciavam e a penalização dos dois maiores partidos do espectro político português.
Nos partidos de maior expressão é até interessante, pela leitura do veredicto eleitoral, a evidência do problema do PSD não decorrer da sua liderança, por Manuela Ferreira Leite, com um estilo, orientação e abordagem notoriamente distinto, ter, separado por uns insignificantes 0,4%, praticamente o mesmo resultado que Pedro Santana Lopes em 2005, o que deve ser alvo de aprofundada ponderação no seu seio.
Mas atendendo ao desinteresse à volta do PS e PSD, pelo desencanto que ambos revelaram representar, assume particular preponderância o peso dos partidos com menor representatividade na Assembleia da República.
Perante tal expressão, a pergunta que se coloca neste momento é se o CDS/PP, pelo resultado que obteve e para desilusão do seu eleitorado neste acto, pode, como já sucedeu no passado, coligar-se com o PS e em conjunto constituírem um Governo politicamente estável.
Para tal cenário e hipótese torna-se determinante a perda efectiva de relevo político do BE e CDU, por não possuírem, por si só e pela incapacidade de ambos colaborarem, força suficiente para, com um PS claramente mais fraco e fragilizado, conferir um cenário de maioria absoluta à esquerda.
Contudo, apesar percentualmente abaixo do atingido por estas nas eleições europeias deste ano, a esquerda extrema, da qual a CDU e o BE são parte integrante, teve ainda um resultado superior a 17%, o que deve ser motivo de reflexão geral.
As eleições deste domingo foram, assim, uma revelação de maturidade, pela penalização clara dos dois maiores partidos, tendo o PS tido o pior resultado desde 1991, o crescimento de um CDS aparentemente pragmático e a certeza do eleitorado não confiar num BE que se queria tornar determinante.
Espera-se, no entanto, que apesar este resultado fraccionado o bom senso impere, devendo o PS, com humildade, procurar em todos os restantes partidos o que de melhor e mais sensato possam oferecer, para o bem de Portugal e dos portugueses.
Estes dias, entre amigos, foi-me sugerido que o povo português não se engana no que concerne a actos eleitorais.
O sufrágio deste domingo é, em certa medida, prova disso, considerando o resultado de dois dígitos do CDS/PP, o facto do BE ter ficado bastante aquém do que certos indicadores denunciavam e a penalização dos dois maiores partidos do espectro político português.
Nos partidos de maior expressão é até interessante, pela leitura do veredicto eleitoral, a evidência do problema do PSD não decorrer da sua liderança, por Manuela Ferreira Leite, com um estilo, orientação e abordagem notoriamente distinto, ter, separado por uns insignificantes 0,4%, praticamente o mesmo resultado que Pedro Santana Lopes em 2005, o que deve ser alvo de aprofundada ponderação no seu seio.
Mas atendendo ao desinteresse à volta do PS e PSD, pelo desencanto que ambos revelaram representar, assume particular preponderância o peso dos partidos com menor representatividade na Assembleia da República.
Perante tal expressão, a pergunta que se coloca neste momento é se o CDS/PP, pelo resultado que obteve e para desilusão do seu eleitorado neste acto, pode, como já sucedeu no passado, coligar-se com o PS e em conjunto constituírem um Governo politicamente estável.
Para tal cenário e hipótese torna-se determinante a perda efectiva de relevo político do BE e CDU, por não possuírem, por si só e pela incapacidade de ambos colaborarem, força suficiente para, com um PS claramente mais fraco e fragilizado, conferir um cenário de maioria absoluta à esquerda.
Contudo, apesar percentualmente abaixo do atingido por estas nas eleições europeias deste ano, a esquerda extrema, da qual a CDU e o BE são parte integrante, teve ainda um resultado superior a 17%, o que deve ser motivo de reflexão geral.
As eleições deste domingo foram, assim, uma revelação de maturidade, pela penalização clara dos dois maiores partidos, tendo o PS tido o pior resultado desde 1991, o crescimento de um CDS aparentemente pragmático e a certeza do eleitorado não confiar num BE que se queria tornar determinante.
Espera-se, no entanto, que apesar este resultado fraccionado o bom senso impere, devendo o PS, com humildade, procurar em todos os restantes partidos o que de melhor e mais sensato possam oferecer, para o bem de Portugal e dos portugueses.
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sábado, 26 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
"Depois de 27, o Presidente fala. Dizem que sim. Mas não será de excluir que, perdido no labirinto, dia 28 o Presidente emigre."
João Pereira Coutinho, colunista, "Correio da Manhã"
26.09.2009
João Pereira Coutinho, colunista, "Correio da Manhã"
26.09.2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
“Nunca pensei que um jornal em Portugal publicasse e-mails internos de outro. (...) Estamos perante um comportamento pidesco.”
Vicente Jorge Silva, “Correio da Manhã”
19.09.2009
Vicente Jorge Silva, “Correio da Manhã”
19.09.2009
Está dito e bem dito...
"Os dois políticos são o homem que cresce dentro do partido e a mulher que faz um percurso institucional até tomar conta do seu.
No país do respeitinho, ela cresce ligada a um chefe político (Cavaco Silva) que lhe dá oportunidade, faz uma carreira parecida com a dele, mas não chega logo a primeiro-ministro como ele, é dedicada mas nunca de rasgos.
No país do videirinho, há uma espécie de pulsão para "fazer", "safar", "resolver", onde os fins mandam nos meios e onde "não importa se se faz de qualquer maneira".
Este também coexiste com uma máquina organizada de controlo da informação, com "milhares de pessoas a trabalhar para a encenação do Governo".
António Barreto, Público
20.09.2009
No país do respeitinho, ela cresce ligada a um chefe político (Cavaco Silva) que lhe dá oportunidade, faz uma carreira parecida com a dele, mas não chega logo a primeiro-ministro como ele, é dedicada mas nunca de rasgos.
No país do videirinho, há uma espécie de pulsão para "fazer", "safar", "resolver", onde os fins mandam nos meios e onde "não importa se se faz de qualquer maneira".
Este também coexiste com uma máquina organizada de controlo da informação, com "milhares de pessoas a trabalhar para a encenação do Governo".
António Barreto, Público
20.09.2009
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Está dito e bem dito...
“Se Sócrates se candidatar ao governo do inferno, nós votaremos no diabo”.
Manifestação de Professores
19.09.2009
Manifestação de Professores
19.09.2009
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sábado, 12 de setembro de 2009
A Boca...

Apesar do tom, mensagem e espírito do cartaz apresentado tecnicamente/academicamente bem conseguidos, algo há que não pode ser deixado passar em claro.
Muito se falou, no passado, no símbolo do Partido Social Democrata e de uma suposta tentativa de o modificar, que mais não significava do que escolher um tom azul para o fundo do mesmo.
Esse período passou e, no entanto, tanto nas europeias como agora, conforme o cartaz que se mostra, os autores de tais críticas, agora na liderança do referido partido, promoveram alterações na sua marca sem que alguém o denuncie ou se insurja!
Nao deixa de ser estranho, pois não?
Fica o comentário...
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
"Os programas eleitorais, com a dimensão que têm, são uma falcatrua. São como as apólices de seguro: feitos para o eleitor nunca ter razão."
Medina Carreira, entrevista à revista Visão
10.09.2009
Medina Carreira, entrevista à revista Visão
10.09.2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Controvérsia vs Projecto
*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 30 de Setembro de 2009
Neste período que antecede os próximos actos eleitorais, nacional e local, temos assistido a uma abordagem peculiar por parte das principais forças partidárias.
Num momento em que o país e o mundo atravessam, ainda, uma grave crise económica e financeira, seria de esperar uma postura política pela positiva, de esperança e crescimento, considerando a realidade actual já demasiadamente exigente para o cidadão.
No entanto, sem a preocupação elementar de cativar o eleitorado e fomentar uma real participação cívica, as formações partidárias com potencial de governo revelam apenas estar absorvidas numa estratégia exclusivamente concentrada em retirar votos ao seu oponente.
Ao invés de acedermos a um ou vários projectos que permitam ao país acreditar no futuro que vem, presenciamos constantemente ao surgimento de polémicas, casos, controvérsias que apenas desacreditam o cidadão e o afastam da vida pública.
Curioso todos esses acontecimentos mediáticos evidenciarem quem o seu autor e o seu destinatário, quando nos projectos políticos tudo parece tão indefinido e ininteligível.
Há, reconhece-se, circunstâncias graves que devem ser avaliadas e dirimidas, particularmente as que evidenciam actos de corrupção ou as que patenteiam restrição de todo e qualquer tipo de liberdades, mas não faria mais sentido deixar a justiça para a justiça, as empresas para as empresas e a política para a política?
Creio ser realmente essencial concentrar a práxis partidária no que é objectivamente necessário, a concepção de uma visão de futuro para o país, sendo que a manutenção da presente estratégia apenas denunciará o pobre estado da nossa democracia, sua notória falta de rumo e efectiva carência de quadros de valor.
Perante o exposto, e com os olhos colocados no local de chegada, resta-nos ambicionar que o futuro, se possível a curto prazo, nos traga algo diferente, capaz, superior…
Neste período que antecede os próximos actos eleitorais, nacional e local, temos assistido a uma abordagem peculiar por parte das principais forças partidárias.
Num momento em que o país e o mundo atravessam, ainda, uma grave crise económica e financeira, seria de esperar uma postura política pela positiva, de esperança e crescimento, considerando a realidade actual já demasiadamente exigente para o cidadão.
No entanto, sem a preocupação elementar de cativar o eleitorado e fomentar uma real participação cívica, as formações partidárias com potencial de governo revelam apenas estar absorvidas numa estratégia exclusivamente concentrada em retirar votos ao seu oponente.
Ao invés de acedermos a um ou vários projectos que permitam ao país acreditar no futuro que vem, presenciamos constantemente ao surgimento de polémicas, casos, controvérsias que apenas desacreditam o cidadão e o afastam da vida pública.
Curioso todos esses acontecimentos mediáticos evidenciarem quem o seu autor e o seu destinatário, quando nos projectos políticos tudo parece tão indefinido e ininteligível.
Há, reconhece-se, circunstâncias graves que devem ser avaliadas e dirimidas, particularmente as que evidenciam actos de corrupção ou as que patenteiam restrição de todo e qualquer tipo de liberdades, mas não faria mais sentido deixar a justiça para a justiça, as empresas para as empresas e a política para a política?
Creio ser realmente essencial concentrar a práxis partidária no que é objectivamente necessário, a concepção de uma visão de futuro para o país, sendo que a manutenção da presente estratégia apenas denunciará o pobre estado da nossa democracia, sua notória falta de rumo e efectiva carência de quadros de valor.
Perante o exposto, e com os olhos colocados no local de chegada, resta-nos ambicionar que o futuro, se possível a curto prazo, nos traga algo diferente, capaz, superior…
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Está dito e bem dito...
"Parece evidente que se trata de um acto de censura a três semanas das eleições. É uma ordem socialista através do seu aliado, a Prisa. É uma ordem vinda de Espanha mas que afecta directamente uma liberdade essencial dos portugueses."
Paulo Portas
03.09.2009
Paulo Portas
03.09.2009
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Penso, logo existo...
Algo de estranho se poderá estar a passar, tanto a nível local como nacional, para que de um imperativo de mudança, claramente necessária, o eleitorado se encontre serenamente a voltar para a manutenção dos poderes executivos instituídos...
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