Desde a génese da sua discussão que me considero um defensor convicto das directas.
Creio, no entanto, que o actual sistema sempre se revelou aquém do desejado, pelo facto de não se potenciar a participação plena de toda a militância no processo de decisão do futuro do partido, fundado numa discussão plena, aberta e de amplitude considerável.
Uma das grandes marcas políticas do PSD sempre foi o seu Congresso vivo, disputado, assumido.
Desse modo, não se entende o porquê de não se conjugar este e as directas, realizando o congresso nos moldes de sempre, com uma interrupção ao final do segundo dia para votações no Congresso e na totalidade das Secções do país.
Creio que se promoveria assim a participação de toda a militância no processo de discussão encetado em congresso e consequente decisão, não apenas da liderança como dos restantes órgãos a eleger.
Poder-se-ia até criar formas, via redes sociais e internet, de conferir algum tempo de antena aos militantes em sede de Congresso que em casa seguiam tal conclave.
Não seria esta uma forma de manter ambas as virtualidades do sistema?
Eu julgo, com humildade, que sim, sendo esta uma forma de se obter um partido de maior identidade com a sua militância.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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