domingo, 30 de junho de 2013

Está dito e bem dito...

"Gostava que Paulo Portas fizesse as reformas que (tanto) apregoa."

António Saraiva - Presidente da CIP
28.06.2013 - Semanário Sol

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Coragem

*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 23 de Junho de 2013

Em meados de 2013, num ano de novo embate eleitoral autárquico, evidenciam-se naturais movimentações para a renovação, inevitável, da liderança de um município que hoje assume, no plano eleitoral, uma relevância que Lisboa continua a não querer dar.

Mesmo sem uma cobertura política nacional bem visível na apresentação da candidatura que o Dr. Ricardo Rio oficializou por estes dias, o que pode revelar pensar estratégico mas talvez prejudique mais do que favorece, não deixa de ser um ato de inegável coragem a sua disponibilidade e opção para se assumir de novo, pela terceira vez, como o rosto de uma oposição.

A sua tarefa é complicada, independentemente dos apoios que possa, ou não, exibir.

Após mais de 12 anos de embates públicos, políticos, partidários e eleitorais, grande parte dos bracarenses não consegue associar uma ideia ao rosto, uma visão ao projeto, a essência de um propósito à sua vontade que, contudo, transparece.

Por outro lado, volvido tanto tempo, a estratégia a operar transparece como a mesma do passado, o que, pelo seu exemplo, se revelou pouco consequente, apesar de um distanciamento eleitoral encurtado por uma novidade que agora já não colhe.

Há, no entanto, uma mudança significativa a realçar: uma equipa refrescada, que pode representar o novo ânimo onde tudo e todos se poderão rever.

O desafio é difícil e a dinâmica terá, necessariamente, que ser diferente, considerando a tendência das massas em aceitar o sucessor de um edil marcante, algo muito complicado de combater como se pôde apurar em 2009 nos exemplos próximos de Ponte de Lima e Viana do Castelo, e um governo nacional que, independentemente dos propósitos, sempre afeta os intentos autárquicos de uma coligação que o sustenta.

Podem outras candidaturas à esquerda, que evidenciem distinta sustentabilidade e acolhimento, baralhar as contas que de momento se fazem, mas deve, quem se apresenta a sufrágio, desde já, evidenciar, de modo claro e manifesto, o que defende para um mandato que se sabe exigente e escrupuloso, para que a opção cívica de um concelho possa refletir o futuro sustentado que tudo e todos, por Braga, naturalmente ambicionam.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Está dito e bem dito...

"A revolução fez com que jovens de 20 anos exercessem cargos que em democracias estabilizadas só exerceriam aos 50. E, portanto, não viram razões para desaparecer nos 30 anos seguintes."

Marcelo Rebelo de Sousa 
19.06.2013