*Artigo publicado no jornal Diário do Minho de 30 de Setembro de 2009
Neste período que antecede os próximos actos eleitorais, nacional e local, temos assistido a uma abordagem peculiar por parte das principais forças partidárias.
Num momento em que o país e o mundo atravessam, ainda, uma grave crise económica e financeira, seria de esperar uma postura política pela positiva, de esperança e crescimento, considerando a realidade actual já demasiadamente exigente para o cidadão.
No entanto, sem a preocupação elementar de cativar o eleitorado e fomentar uma real participação cívica, as formações partidárias com potencial de governo revelam apenas estar absorvidas numa estratégia exclusivamente concentrada em retirar votos ao seu oponente.
Ao invés de acedermos a um ou vários projectos que permitam ao país acreditar no futuro que vem, presenciamos constantemente ao surgimento de polémicas, casos, controvérsias que apenas desacreditam o cidadão e o afastam da vida pública.
Curioso todos esses acontecimentos mediáticos evidenciarem quem o seu autor e o seu destinatário, quando nos projectos políticos tudo parece tão indefinido e ininteligível.
Há, reconhece-se, circunstâncias graves que devem ser avaliadas e dirimidas, particularmente as que evidenciam actos de corrupção ou as que patenteiam restrição de todo e qualquer tipo de liberdades, mas não faria mais sentido deixar a justiça para a justiça, as empresas para as empresas e a política para a política?
Creio ser realmente essencial concentrar a práxis partidária no que é objectivamente necessário, a concepção de uma visão de futuro para o país, sendo que a manutenção da presente estratégia apenas denunciará o pobre estado da nossa democracia, sua notória falta de rumo e efectiva carência de quadros de valor.
Perante o exposto, e com os olhos colocados no local de chegada, resta-nos ambicionar que o futuro, se possível a curto prazo, nos traga algo diferente, capaz, superior…
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Se um homem pudesse ser avaliado..., sê-lo-ia à luz das suas acções. Logo assim, é hora de mudar, pois após três décadas do mesmo, devemos dar lugar a outros, para que de outros também se fale, no futuro!
ResponderEliminar«Vencer e perder faz parte da luta, o que não faz é desitir...»
Paulo Coelho, in O Alquimista!