Após incessantes 37 anos em funções, passam agora oito meses da saída de Francisco Mesquita Machado da liderança do Município de Braga, com um reconhecimento eleitoral elevado que o último ato autárquico, pela sua ausência, bem evidenciou.
Concretizando, em setembro de 2013 o PS, num universo de votantes pouco superior a 95.000, perdeu perto de 12.500 votos quando a coligação agora no poder, apesar da maioria absoluta, apenas cresceu cerca 1⁄4 desse valor num ato eleitoral com mais 9211 inscritos mas menos 2558 votantes quando comparados com 2009.
É relevante verificar tais dados e constatar a amplitude da expressão popular manifestada, facto que deverá motivar os mais interessados a uma ponderada decomposição dos mesmos.
Mas regressando à verdadeira motivação deste escrito, a marca do anterior edil não se circunscreve aos resultados eleitorais contínuos que foi obtendo mas à obra que edificou, no plano imediato evidente a todos, apesar do rumo determinado não ser, em alguma medida, da concordância de alguns, nos quais reconhecidamente sempre me incluí.
No entanto, os seus domínios de intervenção, nos planos executivo, social, político, desportivo, representam uma marca única de dedicação à causa pública que, naturalmente, concederam a Braga um destaque efetivo e um natural incremento da sua vivência.
Muito terá ficado por fazer, tarefa que agora compete a quem se lhe seguiu e de quem se espera o ímpeto e visão próprios de quem se inicia, não sendo, contudo, de se esquecer um passado rico e dedicado que a todos deve merecer consideração e agradecimento.
Assim, os que o combateram deverão reconhecer o seu legado e os que com ele colaboraram a sua dimensão, sendo que, como bracarense, lhe estou manifestamente grato pela sua dedicação, empenho e inegável intento para tornar Braga melhor.
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